Em um pronunciamento televisionado nesta quinta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiu a possibilidade de um cessar-fogo em sua ofensiva contra a Ucrânia. Enquanto Washington e Kiev aguardam uma resposta sobre a proposta feita em reuniões na Arábia Saudita, Putin afirmou que as decisões futuras dependerão do andamento das operações militares, especialmente na região […]
Em um pronunciamento televisionado nesta quinta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiu a possibilidade de um cessar-fogo em sua ofensiva contra a Ucrânia. Enquanto Washington e Kiev aguardam uma resposta sobre a proposta feita em reuniões na Arábia Saudita, Putin afirmou que as decisões futuras dependerão do andamento das operações militares, especialmente na região de Kursk. Ele expressou concordância com a proposta americana de uma trégua de 30 dias, desde que certas condições sejam atendidas.
Putin destacou que as tropas russas continuam avançando em várias frentes e que a trégua deve resultar em uma paz duradoura, abordando as causas do conflito. Ele também levantou preocupações sobre o controle do cessar-fogo em uma linha de frente que se estende por 2.000 quilômetros. O presidente russo sugeriu que discussões sobre a trégua poderiam ocorrer com Washington, possivelmente por meio de uma conversa telefônica com o presidente Donald Trump.
O ex-oficial francês Guillaume Ancel analisou a situação, afirmando que as decisões já foram tomadas e que o que se vê é uma encenação. Ele acredita que Trump e Putin estão atuando em um roteiro previamente escrito, onde o cessar-fogo resultaria em concessões territoriais à Rússia, sem exigir nada em troca. Ancel prevê que a Ucrânia poderá perder 20% de seu território e será impedida de se juntar à OTAN.
Trump, por sua vez, considerou as declarações de Putin como “promissoras”, mas incompletas, expressando que seria decepcionante se a Rússia rejeitasse a proposta de trégua. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, chegou a Moscou para pressionar o Kremlin a aceitar uma trégua incondicional, enquanto o conselheiro diplomático de Putin, Yuri Ushakov, reiterou que Moscou busca um acordo de longo prazo que considere os interesses russos.
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