Em declaração feita nesta sexta-feira, 13 de janeiro de 2024, o conselheiro sênior de política externa da Rússia, Yuri Ushakov, comentou sobre a proposta de cessar-fogo na Guerra da Ucrânia, classificando-a como uma “trégua temporária” que “imita ações de paz”. Ushakov enfatizou a importância de uma solução duradoura que considere os interesses russos e afirmou […]
Em declaração feita nesta sexta-feira, 13 de janeiro de 2024, o conselheiro sênior de política externa da Rússia, Yuri Ushakov, comentou sobre a proposta de cessar-fogo na Guerra da Ucrânia, classificando-a como uma “trégua temporária” que “imita ações de paz”. Ushakov enfatizou a importância de uma solução duradoura que considere os interesses russos e afirmou que a adesão da Ucrânia à OTAN não deve ser parte das discussões para resolver o conflito. Ele também expressou a expectativa de que os Estados Unidos considerem as demandas russas nas negociações.
O presidente Vladimir Putin fez uma visita inesperada às tropas russas na região de Kursk, onde ordenou que as forças acelerassem o avanço contra os ucranianos. Essa visita ocorreu logo após os EUA solicitarem que a Rússia considerasse a proposta de cessar-fogo de 30 dias, que foi acordada com a Ucrânia. Recentemente, as forças russas avançaram em Kursk, resultando na perda de controle da cidade de Sudzha pelo exército ucraniano.
Na quarta-feira, 12 de janeiro, a Rússia anunciou que estava avaliando as declarações dos EUA e da Ucrânia sobre um cessar-fogo total e imediato. Um ataque russo na madrugada de quarta-feira resultou na morte de uma mulher e deixou pelo menos cinco feridos na região central da Ucrânia, enquanto ataques também atingiram Kiev e Dnipro. Esses eventos ocorreram após uma reunião entre diplomatas dos EUA e da Ucrânia na Arábia Saudita, onde o governo ucraniano aceitou a proposta americana para um cessar-fogo imediato.
Além do cessar-fogo, os EUA anunciaram a retomada do compartilhamento de informações de inteligência com a Ucrânia e quase US$ 1 bilhão em assistência de segurança. O plano de cessar-fogo será apresentado aos chanceleres do G7, que inclui países como França e Reino Unido, os quais criticaram a abordagem de Donald Trump em discutir a paz sem a participação europeia. Em meio a essas negociações, a União Europeia aprovou um plano de €800 bilhões (cerca de R$ 5 trilhões) em investimentos para a defesa do continente.
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