- Em janeiro, BP informou ter começado a produzir gás no projeto Greater Tortue Ahmeyim (GTA), plataforma no litoral de Mauritânia e Senegal; um mês depois houve vazamento identificado em um dos poços.
- A BP disse que, pela taxa de liberação baixa, o impacto ambiental deve ser “negligível” e que tem equipe e equipamentos mobilizados para conter o vazamento e apoiar a limpeza.
- Em 25 de fevereiro, o ministério do Meio Ambiente da Mauritânia informou que está conduzindo uma investigação para conter a situação e mitigar impactos ambientais.
- Reparos continuam três semanas após o primeiro relato do vazamento, segundo a comunicação da BP.
- A imprensa mauritana e pescadores artesanais de Senegal criticaram a falta de informação, ressaltando preocupação com a pesca local e a saúde de comunidades que dependem do recurso.
O vazamento de gás em uma plataforma do projeto GTA, operado pela BP, preocupa pescadores e organizações ambientais na região da África Ocidental. O incidente foi divulgado após a confirmação de uma detecção de vazamento em um poço, em janeiro, no mar entre Mauritânia e Senegal.
A BP informou que o vazamento é de baixa taxa e que o gás e condensado envolvem risco ambiental considerado negligible. A empresa afirmou ter mobilizado equipamentos e equipes especializadas para conter o derramamento e para as ações de limpeza, mantendo a segurança das pessoas e do ambiente como prioridade.
A Mauritânia informou, em 25 de fevereiro, que está em investigação para conter a situação e mitigar impactos ambientais. O GTA é desenvolvido em parceria entre BP, Kosmos Energy e as companhias estatais de Mauritânia e Senegal.
O que é o GTA e quem está envolvido
O projeto Greater Tortue Ahmeyim envolve BP, Kosmos Energy e as companhias nacionais dos dois países. A expectativa de produção de gás começou em janeiro, com a plataforma situada na costa ocidental africana. O objetivo é atender à demanda regional por energia.
Progresso das medidas e desdobramentos
Três semanas após o anúncio inicial, as obras de reparo ainda estavam em curso, segundo a BP. A continuidade dos trabalhos indica que o incidente não foi encerrado. A imprensa local tem cobrado mais transparência sobre o ocorrido e sobre o alcance da contaminação.
Impactos locais e reação da comunidade
Artisanal fishermen em Saint-Louis, no Senegal, afirmam não ter sido informados sobre o vazamento, o que aumenta a preocupação com a pesca na região. Em termos locais, a pesca representa uma parte significativa da dieta proteica e da economia. Organizações ambientais ressaltam riscos para a vida marinha e para ecossistemas próximos, como recifes de coral.
Visão de organizações ambientais
Representante de Greenpeace Africa aponta que o vazamento revela uma prática de priorizar lucros acima de ecossistemas costeiros. A defesa ambiental solicita avaliação cuidadosa dos impactos e maior transparência sobre as ações de mitigação.
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