O governo dos Estados Unidos demonstra otimismo em relação a um possível cessar-fogo e ao fim da guerra na Ucrânia, após conversas em Moscou entre o enviado americano, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin. O presidente Donald Trump afirmou que há “uma muito boa possibilidade de que acabe esta guerra horrível e sangrenta”, […]
O governo dos Estados Unidos demonstra otimismo em relação a um possível cessar-fogo e ao fim da guerra na Ucrânia, após conversas em Moscou entre o enviado americano, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin. O presidente Donald Trump afirmou que há “uma muito boa possibilidade de que acabe esta guerra horrível e sangrenta”, pedindo a Putin que mostre benevolência às tropas ucranianas na região de Kursk. O secretário de Estado, Marco Rubio, expressou-se como “cautelosamente otimista”, embora reconheça a complexidade da situação.
Os ministros de Relações Exteriores do G-7, que inclui os países mais ricos do mundo, alertaram Moscou sobre novas sanções caso não aceitem a proposta de tregua. A resposta russa, até o momento, foi que os soldados ucranianos na região ocupada devem se render. Trump, em suas redes sociais, descreveu as conversas como “muito boas e produtivas”, mas a Ucrânia negou que suas tropas estejam cercadas, afirmando que o exército ucraniano se retirou de forma ordenada.
Putin, em resposta ao apelo de Trump, afirmou que está ciente do pedido para libertar os soldados ucranianos e os instou a se renderem, garantindo que suas vidas e um tratamento digno seriam assegurados. A situação é complexa, com o exército ucraniano controlando apenas 10% do território conquistado na região no verão passado. O G-7 reiterou seu apoio incondicional à Ucrânia, enfatizando a defesa de sua integridade territorial e soberania.
Rubio destacou que a proposta de um cessar-fogo de 30 dias ainda enfrenta desafios, com Putin mostrando ceticismo sobre a viabilidade do acordo. O Kremlin condiciona qualquer cessar-fogo à resolução de questões fundamentais, como a adesão da Ucrânia à OTAN e a saída do presidente Volodímir Zelenski. O governo dos EUA analisará os resultados das conversas de Witkoff e decidirá os próximos passos, com a Casa Branca afirmando que “nunca estivemos tão perto da paz” na Ucrânia.
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