Prominentes líderes, incluindo figuras judaicas, se ausentaram de uma conferência internacional sobre antisemitismo em Jerusalém, em protesto à presença de políticos de extrema direita da Europa. Entre os que não compareceram estavam o presidente de Israel e o rabino-chefe do Reino Unido, Sir Ephraim Mirvis. Durante o evento, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou sobre […]
Prominentes líderes, incluindo figuras judaicas, se ausentaram de uma conferência internacional sobre antisemitismo em Jerusalém, em protesto à presença de políticos de extrema direita da Europa. Entre os que não compareceram estavam o presidente de Israel e o rabino-chefe do Reino Unido, Sir Ephraim Mirvis. Durante o evento, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou sobre o aumento do antisemitismo, comparando a situação atual à que precedeu o Holocausto, afirmando que a “vontade de lutar contra o antisemitismo está atrelada ao destino das sociedades livres.”
A controvérsia surgiu pela participação de representantes de partidos de extrema direita, como o National Rally da França e o Vox da Espanha. O conselheiro do governo britânico sobre antisemitismo, Lord Mann, recusou o convite, afirmando que não havia nada a aprender sobre o combate ao antisemitismo com esses políticos. O rabino-chefe Mirvis também se retirou, citando a presença de figuras populistas de extrema direita como motivo para sua decisão. O presidente Isaac Herzog optou por não participar e organizou um evento separado com líderes judeus.
A conferência foi organizada por Amichai Chikli, ministro de Assuntos da Diáspora e membro do partido Likud, que tem buscado estreitar laços com partidos de extrema direita na Europa. Chikli defendeu a inclusão desses políticos, alegando que eles enfrentam “mentiras espalhadas contra eles que difamam o Estado de Israel.” Entre os presentes estava Jordan Bardella, presidente do National Rally, que, embora não tenha abordado diretamente o passado do partido, afirmou que sua liderança é um “escudo para os judeus da França.”
O evento também refletiu a percepção de Israel de estar sob ataque por parte de setores da comunidade internacional. Discussões abordaram temas como “Viés Anti-Israel em Instituições Internacionais” e “Como o Islamismo Alimenta o Antisemitismo no Ocidente?” A Conferência de Haia, que emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu por supostos crimes de guerra, gerou indignação em Israel, que acusou a Corte Penal Internacional de ser motivada por antisemitismo.
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