O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs a criação de uma “administração de transição” na Ucrânia sob a supervisão das Nações Unidas, sem a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antes de qualquer negociação de paz. A sugestão foi feita após uma reunião de aliados europeus da Ucrânia em Paris, onde discutiram garantias de segurança, […]
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs a criação de uma “administração de transição” na Ucrânia sob a supervisão das Nações Unidas, sem a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antes de qualquer negociação de paz. A sugestão foi feita após uma reunião de aliados europeus da Ucrânia em Paris, onde discutiram garantias de segurança, mas não chegaram a um consenso sobre o envio de tropas. As declarações de Putin ocorreram durante uma visita a Murmansk, após uma semana de contatos diplomáticos dos Estados Unidos com representantes dos dois países na Arábia Saudita.
Putin afirmou que a administração de transição poderia organizar uma eleição presidencial democrática para estabelecer um governo com a confiança do povo. Em resposta, Zelensky considerou a proposta uma manobra para atrasar o processo de paz, acusando Putin de tentar obstruir qualquer avanço nas negociações para o fim da guerra. O presidente ucraniano, que foi eleito em 2019, enfrenta dificuldades para convocar novas eleições devido à Lei Marcial imposta na Ucrânia, que proíbe pleitos durante períodos de conflito.
A Rússia, por sua vez, argumenta que o mandato de Zelensky expirou, enquanto a Ucrânia prioriza a vitória na guerra. Após as reuniões na Arábia Saudita, os Estados Unidos anunciaram um acordo para conter hostilidades no Mar Negro, mas a Rússia impôs condições, incluindo o fim das sanções ocidentais. Putin destacou que suas tropas mantêm a iniciativa estratégica na linha de frente, afirmando que estão avançando em direção aos objetivos estabelecidos no início do conflito, em fevereiro de 2022.
Além disso, o presidente russo rejeitou a proposta americana de um cessar-fogo sem condições, que foi aceita por Kiev. Ele, no entanto, concordou em não atacar as instalações de energia ucranianas por 30 dias, embora a Ucrânia tenha acusado a Rússia de violar essa promessa. A situação continua tensa, com relatos de bombardeios e destruição de infraestrutura, enquanto o conflito já deixou centenas de milhares de mortos, segundo analistas.
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