A Organização Marítima Internacional (IMO) está prestes a criar regras para acabar com o uso de combustíveis fósseis no transporte marítimo. Durante uma reunião em Londres, eles discutem a possibilidade de implementar a primeira taxa global de carbono e um padrão para o combustível dos navios. O transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões de carbono no mundo, tornando essas medidas importantes para combater as mudanças climáticas.
Entre as propostas, está a criação de um padrão de combustível e um sistema econômico, que pode incluir uma taxa de carbono. Essa taxa poderia ser um grande avanço na luta contra as mudanças climáticas, mas enfrenta resistência de países como Brasil e China, que temem que isso prejudique suas economias. Países insulares do Pacífico e do Caribe, como Fiji e Barbados, apoiam a taxa, enquanto Brasil e China argumentam que isso pode afetar sua competitividade, especialmente por estarem longe de seus mercados.
As negociações buscam estabelecer um plano para reduzir as emissões de gases do setor marítimo até 2050, com metas de redução de 20% até 2030 e de 70% a 80% até 2040. A decisão final deve ser adotada em outubro de 2025, e as novas regras terão um grande impacto na indústria, que consome cerca de 5% dos combustíveis fósseis vendidos no mundo.
A Organização Marítima Internacional (IMO) está prestes a introduzir regulamentações vinculativas para eliminar o uso de combustíveis fósseis no transporte marítimo global. Durante uma conferência em Londres, a IMO discute a criação da primeira taxa global de carbono da história, além de um padrão de combustível marinho. O setor de transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões globais de carbono, o que torna essas medidas cruciais para a mitigação das mudanças climáticas.
Entre as propostas, destaca-se a implementação de um padrão global de combustível e um mecanismo econômico, como uma taxa de carbono ou um sistema de créditos de carbono. A implementação de uma taxa robusta poderia ser um marco significativo na luta contra as mudanças climáticas, mas enfrenta resistência de países como Brasil e China, que temem impactos econômicos negativos. A representante da Fortescue, Sara Edmonson, classificou as discussões como “históricas”, mas alertou que a definição de um preço global de carbono ainda está em aberto.
Os países insulares do Pacífico e do Caribe, como Fiji e Barbados, são os principais defensores da taxa global de emissões. Em contrapartida, nações como Brasil e China argumentam que a proposta pode prejudicar sua competitividade econômica, especialmente devido à distância de seus mercados. O embaixador das Ilhas Marshall, Albon Ishoda, ressaltou que a taxa universal é essencial para garantir uma transição justa e equitativa, enquanto o Brasil sugere uma abordagem mais gradual, com multas para emissões acima de um determinado limite.
As negociações na IMO visam estabelecer um pacote de medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo até 2050, com metas intermediárias de redução de 20% até 2030 e 70% a 80% até 2040. A decisão final deve ser adotada em outubro de 2025, e as medidas propostas terão um impacto significativo na indústria, que atualmente consome cerca de 5% dos combustíveis fósseis vendidos globalmente.
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