A Human Rights Watch denunciou o desaparecimento forçado e a detenção arbitrária de mais de duzentos venezuelanos enviados a El Salvador pelos Estados Unidos. Esse envio faz parte de um acordo entre os dois países para deportar pessoas de várias nacionalidades, incluindo aquelas consideradas criminosas. A HRW pediu que as autoridades esclarecessem as identidades e o paradeiro dos deportados.
Em março, os Estados Unidos deportaram duzentos e trinta e oito venezuelanos, alegando que mais de cem deles eram supostos membros da gangue Trem de Aragua. Esses indivíduos foram levados para uma penitenciária conhecida por suas condições severas. A diretora da HRW, Juanita Goebertus, afirmou que esses desaparecimentos são uma grave violação dos direitos humanos.
A HRW informou que os venezuelanos estão incomunicáveis e pediu ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que confirme onde estão os detidos e permita que eles tenham contato com o mundo exterior. Familiares dos deportados relataram que as autoridades americanas disseram que seus parentes seriam devolvidos à Venezuela. Muitos descobriram que estavam em El Salvador ao ver imagens deles em vídeos divulgados pelas autoridades locais. A HRW criticou a falta de transparência das autoridades, afirmando que as famílias não deveriam ter que buscar informações na imprensa para saber onde estão seus entes queridos.
A Human Rights Watch (HRW) denunciou, nesta sexta-feira, o desaparecimento forçado e a detenção arbitrária de mais de duzentos venezuelanos enviados a El Salvador pelos Estados Unidos. O envio faz parte de um acordo entre os dois países para deportar indivíduos de diversas nacionalidades, incluindo aqueles considerados criminosos. A HRW pediu que as autoridades revelassem as identidades e o paradeiro dos deportados.
Em março, o governo dos Estados Unidos deportou duzentos e trinta e oito venezuelanos, alegando que mais de cem deles eram supostos membros da gangue Trem de Aragua. Esses indivíduos foram levados para o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), conhecido por suas condições severas de detenção. A diretora da divisão para as Américas da HRW, Juanita Goebertus, afirmou que os desaparecimentos forçados representam uma grave violação dos direitos humanos.
A HRW relatou que os venezuelanos permanecem incomunicáveis e pediu ao presidente salvadorenho, Nayib Bukele, que confirme o paradeiro dos detidos e permita contato com o mundo exterior. A organização tentou, sem sucesso, obter informações das autoridades salvadorenhas, que não responderam aos apelos.
Familiares dos deportados relataram que as autoridades americanas informaram que seus parentes seriam devolvidos à Venezuela. Muitos descobriram que estavam em El Salvador ao ver imagens de seus entes queridos em vídeos divulgados pelas autoridades locais. A HRW criticou a falta de transparência das autoridades, afirmando que “ninguém deveria ter que juntar pedaços de informação da imprensa” para localizar seus familiares.
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