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Governo dos EUA e Argentina impõem restrições linguísticas que afetam minorias sociais

Governos de países como Argentina e Rússia seguem a tendência de restringir linguagem inclusiva, refletindo um movimento autoritário global.

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Desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, a política do país passou a reconhecer apenas dois gêneros: masculino e feminino. Isso levou à proibição de mais de cem palavras em comunicações oficiais, afetando a representação de grupos como mulheres e a comunidade LGBTQ+. Essa tendência se espalhou para outros países, como a Argentina, onde o governo de Javier Milei, em 2024, proibiu o uso de linguagem inclusiva na administração pública, considerando-a uma forma de “indoctrinação de cultural Marxism”. Na França, uma lei semelhante foi aprovada, invalidando documentos que utilizem essa linguagem. Na Rússia, o Supremo Tribunal declarou ilegal o “movimento internacional LGBT” e mencionou que o uso de formas femininas na linguagem pode resultar em punição. Universidades russas, como a Escola Superior de Economia, baniram substantivos femininos, criando um ambiente de medo e autocensura. Especialistas alertam que essas restrições à linguagem são estratégias para silenciar vozes dissidentes e controlar a narrativa social, o que pode levar à invisibilidade de grupos marginalizados e à limitação de direitos fundamentais.

Desde a posse de Donald Trump, a política dos Estados Unidos passou a adotar uma abordagem binária em relação a gênero, excluindo termos que representam minorias. Em janeiro de 2017, Trump declarou que a política oficial do governo reconheceria apenas dois gêneros: masculino e feminino. Essa mudança culminou na proibição de mais de cem palavras em comunicações oficiais, afetando diretamente a representação de grupos como mulheres e a comunidade LGBTQ+.

Recentemente, essa tendência se espalhou para outros países. Em 2024, o governo de Javier Milei na Argentina proibiu o uso de linguagem inclusiva na administração pública, considerando-a parte de uma “indoctrinação de cultural Marxism”. A medida visa eliminar expressões como o uso do -e, @ e -x, que promovem a neutralidade de gênero. Na França, um projeto de lei semelhante foi aprovado, invalidando documentos oficiais que utilizem linguagem inclusiva.

Na Rússia, a situação é ainda mais severa. O Supremo Tribunal declarou ilegal o “movimento internacional LGBT” e mencionou o uso de formas femininas na linguagem como passível de punição. Universidades, como a Escola Superior de Economia em Moscou, baniram o uso de substantivos femininos, criando um ambiente de medo e autocensura entre os estudantes e ativistas.

Essas restrições à linguagem não são novas e têm precedentes em regimes autoritários. Especialistas alertam que a proibição de palavras e a limitação da liberdade de expressão são estratégias para silenciar dissentimentos e controlar a narrativa social. A eliminação de termos relacionados a gênero e diversidade pode levar à invisibilidade de grupos marginalizados e à restrição de direitos fundamentais.

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