A Comissão Europeia deu celulares descartáveis e notebooks simples para sua equipe que vai a reuniões do FMI e do Banco Mundial nos Estados Unidos entre 21 e 26 de abril. Essa ação é para evitar espionagem, como foi reportado pelo Financial Times. Os dispositivos devem ser desligados na fronteira e guardados em capas especiais, uma prática comum em viagens a países com alto risco de vigilância, como China e Ucrânia. A Comissão disse que atualizou suas regras de segurança, mas não confirmou oficialmente o uso de celulares descartáveis. Essa preocupação com espionagem mostra a tensão nas relações entre a União Europeia e o governo dos Estados Unidos, especialmente após a reeleição de Donald Trump, que já impôs tarifas altas sobre produtos europeus. O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, se reuniu recentemente com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e embora tenha adiado medidas de retaliação, a UE não planeja responder de forma agressiva às ameaças de Trump.
A Comissão Europeia distribuiu celulares pré-pagos descartáveis e notebooks básicos para sua delegação que participará de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial nos Estados Unidos, entre 21 e 26 de abril. A medida visa reduzir os riscos de espionagem durante a viagem, conforme reportado pelo Financial Times.
Esses dispositivos, que devem ser mantidos desligados na fronteira e guardados em capas especiais, são uma prática comum em viagens a países com altos riscos de vigilância, como China e Ucrânia. A Comissão afirmou ter atualizado suas orientações de segurança, mas não confirmou instruções formais sobre o uso de celulares descartáveis.
A preocupação com a espionagem reflete a deterioração das relações entre a União Europeia (UE) e o governo dos Estados Unidos, especialmente após a reeleição de Donald Trump. A UE já foi alvo de tarifas de importação de 25% sobre aço e alumínio, além de tarifas recíprocas de 20% sobre diversos produtos.
Recentemente, o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, se reuniu com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, em Washington. Apesar de adiar medidas retaliatórias em € 21 bilhões em exportações americanas, a UE não planeja responder de forma agressiva às ameaças de Trump, conforme declarado por Sefcovic.
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