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Tensões entre Europa e Rússia marcam celebrações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

Tensões entre Europa e Rússia marcam celebrações do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra, com Lula e outros líderes confirmando presença em Moscou.

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As celebrações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial estão causando tensões entre a Europa e a Rússia. A rendição da Alemanha nazista aconteceu em 8 de maio de 1945, mas a Rússia comemora no dia 9. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, avisou que a presença de países candidatos em eventos russos pode afetar suas candidaturas. Apesar disso, líderes como Robert Fico, da Eslováquia, e Aleksandar Suvic, da Sérvia, confirmaram presença na celebração em Moscou. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado, enquanto a Ucrânia organiza um evento em Kiev no mesmo dia. Em Berlim, o Parlamento não convidou embaixadores da Rússia e Belarus para uma sessão especial. Um evento em Seelow, onde houve uma batalha com muitas vítimas soviéticas, teve a presença do embaixador russo, mesmo com um pedido do governo alemão para que ele não fosse. A Rússia acusou a Alemanha de ser herdeira ideológica de Hitler. O Kremlin criticou o envio de mísseis pela Alemanha à Ucrânia, afirmando que isso tornaria a Alemanha parte do conflito.

Tensões marcam celebrações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. A data, que tem interpretações distintas entre Europa e Rússia, reacendeu disputas retóricas e gerou alertas sobre a participação de líderes em eventos promovidos por Moscou. A Alemanha nazista se rendeu em 8 de maio de 1945, mas a data é celebrada em 9 de maio na Rússia.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, alertou que a presença de países candidatos ao bloco em eventos na Rússia pode comprometer suas candidaturas. A declaração foi feita após reunião com chanceleres em Luxemburgo, na segunda-feira (15).

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e o presidente sérvio, Aleksandar Suvic, confirmaram presença no evento russo, apesar das tensões. Viktor Orbán, primeiro-ministro húngaro, teria declinado devido a compromissos nos Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para a celebração em Moscou, em um movimento que demonstra a busca da Rússia por aliados na geopolítica global. Lula também será recebido em Pequim, dias depois.

A Ucrânia busca apoio europeu com um evento em Kiev, no mesmo dia 9 de maio. O Parlamento alemão não convidou os embaixadores da Rússia e Belarus para uma sessão especial em Berlim.

Um evento em Seelow, palco de uma batalha com cerca de 30 mil vítimas soviéticas, contou com a presença do embaixador russo Sergey Nechayev, apesar do pedido do governo alemão para que ele não comparecesse. A Rússia acusou a Alemanha de insulto e de ser herdeira ideológica de Hitler.

O Kremlin considerou que o fornecimento de mísseis Taurus à Ucrânia pela Alemanha transformaria o país em participante do conflito. Friedrich Merz, futuro primeiro-ministro alemão, defende uma ajuda mais incisiva à Ucrânia.

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