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Brics defende multilateralismo e critica tarifas unilaterais de Donald Trump

Ministros do Brics se reúnem no Rio para reafirmar compromisso com o multilateralismo e criticar tarifas dos EUA, destacando a paralisia da OMC.

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Ministros das Relações Exteriores do Brics se encontrarão no Rio de Janeiro nos dias 28 e 29 de abril para discutir uma declaração que reafirma o compromisso do grupo com o multilateralismo no comércio. O encontro acontece em um momento de críticas às tarifas impostas pelos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump. O embaixador Mauricio Lyrio, negociador-chefe do Brasil no Brics, disse que o documento vai destacar a importância do sistema de comércio multilateral e que os ministros vão criticar medidas unilaterais, independentemente de sua origem. O Brics, que inclui países como Brasil, China e Índia, se opõe a ações unilaterais no comércio internacional. A China, a maior economia do bloco, foi muito afetada pelas tarifas de até 145% dos EUA, enquanto o Brasil enfrenta um imposto de 10% sobre seus produtos e uma sobretaxa de 25% sobre o aço. O fortalecimento do multilateralismo é uma resposta à paralisia da Organização Mundial do Comércio, que tem dificuldades para resolver disputas comerciais devido a bloqueios dos EUA e à falta de novos juízes para o órgão de apelação.

Ministros das Relações Exteriores do Brics se reunirão no Rio de Janeiro entre os dias 28 e 29 de abril para discutir uma declaração que reafirma o compromisso do bloco com o multilateralismo no comércio. O encontro ocorre em meio a críticas às tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump.

O embaixador Mauricio Lyrio, negociador-chefe do Brasil no Brics, destacou que o documento em negociação visa reforçar a importância do sistema multilateral de comércio. “Os ministros deverão reafirmar, como sempre fizeram, a sua crítica a medidas unilaterais de que origem sejam”, afirmou Lyrio. O Brics, que inclui Brasil, China, Índia, Arábia Saudita, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã e Rússia, tem se posicionado contra as ações unilaterais no comércio internacional.

A China, maior economia do bloco, foi severamente impactada pelas tarifas de até 145% impostas pelos EUA, sendo o principal alvo das medidas de Trump. O Brasil também enfrenta desafios, com um imposto de 10% sobre seus produtos e uma sobretaxa de 25% sobre as vendas de aço aos Estados Unidos.

O fortalecimento da defesa do multilateralismo é uma resposta à paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC), que tem enfrentado bloqueios por parte dos EUA, dificultando a resolução de disputas comerciais. O Brasil defende que essas questões sejam tratadas no âmbito da OMC, mas a falta de novos juízes para o órgão de apelação impede seu funcionamento adequado.

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