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Papas africanos moldaram a Igreja Católica e inspiram esperança de retorno ao continente

Esperança de um papa africano renasce após 1.500 anos; três candidatos disputam a sucessão de Francisco em meio a um catolicismo em expansão.

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A África do Norte, que já foi um importante centro do cristianismo, pode ter um novo papa africano pela primeira vez em mais de 1.500 anos. Três candidatos africanos estão na disputa para suceder o Papa Francisco: Fridolin Ambongo Besungu, da República Democrática do Congo, Peter Kodwo Appiah Turkson, de Gana, e Robert Sarah, da Guiné. No passado, a região teve papas influentes, como Victor I, que ajudou a definir a data da Páscoa, Miltiades, que viu o cristianismo se tornar a religião oficial do Império Romano, e Gelasius I, que desenvolveu a Doutrina das Duas Espadas. Apesar do crescimento do catolicismo na África, com cerca de 281 milhões de católicos em 2023, ainda não houve um papa africano. Especialistas afirmam que a escolha de papas se tornou uma tradição italiana, mas a crescente população católica no hemisfério sul pode mudar isso. A diversidade étnica da África do Norte, que inclui grupos berberes e púnicos, ajudou a criar uma identidade cristã rica. A expectativa é que um papa africano seja finalmente eleito, refletindo a nova realidade do catolicismo no mundo.

A África do Norte, historicamente um centro do cristianismo, pode ter um novo papa africano pela primeira vez em mais de 1.500 anos. Atualmente, três candidatos africanos estão na corrida para suceder o Papa Francisco: Fridolin Ambongo Besungu, da República Democrática do Congo, Peter Kodwo Appiah Turkson, de Gana, e Robert Sarah, da Guiné.

No passado, a região foi lar de papas católicos influentes, como Victor I, Miltiades e Gelasius I. Esses líderes moldaram a Igreja Católica em um período em que o cristianismo era perseguido no Império Romano. Victor I, por exemplo, foi fundamental para a definição da data da Páscoa, estabelecendo que a celebração deveria ocorrer sempre em um domingo.

Durante o papado de Miltiades, a aceitação do cristianismo cresceu, culminando na sua oficialização como religião do império. Ele foi o primeiro papa a ter uma residência oficial, a Basílica de Latrão, considerada a “mãe de todas as igrejas”. Gelasius I, por sua vez, é reconhecido como o primeiro a ser chamado de “Vicar of Christ” e desenvolveu a Doutrina das Duas Espadas, que delineava a relação entre a Igreja e o Estado.

Apesar do crescimento do catolicismo na África, com cerca de 281 milhões de católicos em 2023, a ausência de um papa africano persiste. Especialistas apontam que a eleição de papas tornou-se uma “monopólio italiano” ao longo dos séculos. Contudo, a crescente população católica no hemisfério sul pode mudar esse cenário.

Professores e historiadores destacam que a diversidade étnica da África do Norte, que incluía grupos berberes e púnicos, contribuiu para a formação de uma identidade cristã rica e multicultural. A expectativa é que, com o fortalecimento da Igreja na África, um papa africano possa finalmente ser eleito, refletindo a nova realidade do catolicismo global.

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