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Chinês revela abusos e desilusão após lutar no exército russo contra a Ucrânia

Chinês que lutou pela Rússia revela abusos e alerta compatriotas: "não venham". A guerra é brutal e a realidade militar, decepcionante.

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Um homem chinês, que se identificou como Michael, contou que foi preso por 21 dias na Rússia após discutir sobre equipamentos de proteção. Ele se juntou ao exército russo para experimentar a vida militar, mas agora se arrepende e quer alertar outros chineses para não fazerem o mesmo. Michael descreveu sua experiência na prisão como brutal e disse que a qualidade do exército russo é muito baixa, com problemas de equipamentos e corrupção. Ele se alistou na Wagner, um grupo mercenário, e depois assinou um contrato com o Ministério da Defesa da Rússia, recebendo um salário mensal de 200 mil rublos. Muitos chineses que lutam na Rússia fazem isso por dinheiro, enquanto outros, que lutam ao lado da Ucrânia, parecem ter motivações ideológicas. A presença de combatentes chineses em ambos os lados do conflito gerou preocupações, especialmente após o presidente da Ucrânia mencionar que havia muitos chineses lutando pela Rússia. A China nega qualquer envolvimento e censurou contas de redes sociais de combatentes chineses após a repercussão do assunto.

Um cidadão chinês, identificado como Michael, relatou ter sido preso por 21 dias em uma cela escura na Rússia após discutir equipamentos de proteção com seu comandante. Ele se alistou no exército russo para experimentar a vida militar, mas agora considera essa decisão um erro. Michael, de 29 anos, quer alertar outros compatriotas sobre os perigos de se juntar à luta ao lado da Rússia.

Em uma entrevista, ele descreveu as condições precárias do exército russo, mencionando equipamentos inadequados, logística deficiente e corrupção severa. Michael afirmou que muitos dos combatentes chineses estão motivados por questões financeiras, com salários de até 200 mil rublos (cerca de R$ 2.400,00) mensais, além de bônus por território conquistado. Ele e outros combatentes acreditam que a maioria dos chineses que se alistam busca uma oportunidade econômica em meio ao crescimento econômico estagnado na China.

A presença de combatentes chineses na guerra entre Rússia e Ucrânia gerou preocupações internacionais. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que dois combatentes chineses foram capturados e que há muitos outros lutando ao lado da Rússia. A China negou envolvimento e pediu que seus cidadãos não participem de ações militares.

Michael, que já serviu no Exército de Libertação Popular da China, se alistou na Rússia em novembro de 2023. Ele inicialmente tentou se juntar ao exército russo, mas foi rejeitado por não falar russo, e acabou se unindo ao grupo mercenário Wagner. Após meses de combate, ele decidiu assinar um contrato com o Ministério da Defesa da Rússia.

Além de Michael, outros chineses também lutam na Ucrânia, motivados por ideais e experiências pessoais. Um deles, que se identificou como Jason, deixou os Estados Unidos para se juntar à Legião Internacional da Ucrânia, motivado por questões políticas relacionadas à China e Taiwan. A guerra tem atraído a atenção de muitos jovens chineses, com anúncios de recrutamento circulando nas redes sociais, prometendo bons salários e uma experiência de vida militar.

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