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Gastos militares globais atingem recorde em meio a conflitos na Ucrânia e Gaza

Gastos militares globais atingem recorde de $2,718 trilhões em 2024, impulsionados por conflitos na Ucrânia e Gaza e crescente militarização.

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Os gastos militares globais aumentaram 9,4% em 2024, totalizando 2,718 trilhões de dólares, segundo um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI). Este é o maior aumento desde 1988, em meio a guerras na Ucrânia e em Gaza. Os Estados Unidos continuam sendo os maiores gastadores, com quase um trilhão de dólares, incluindo ajuda significativa à Ucrânia. A China é o segundo maior gastador, com 314 bilhões de dólares, e também está expandindo seu arsenal nuclear. Israel teve um aumento impressionante de 65% em seus gastos militares, enquanto a Rússia aumentou em 38%. Vários países da OTAN, como Alemanha e Romênia, também elevaram seus orçamentos de defesa devido à ameaça russa. Na Ásia, o Japão e as Filipinas aumentaram seus gastos em 21% e 19%, respectivamente, em resposta às tensões com a China. Myanmar, que enfrenta conflitos internos, teve um aumento de 66% em seus gastos militares. Na América, o México também viu um aumento de 39% em resposta ao crime organizado.

Um novo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI) revela que os gastos militares globais aumentaram 9,4% em 2024, totalizando $ 2,718 trilhões. Este é o maior crescimento desde 1988, ano anterior à queda do Muro de Berlim. O documento destaca que as tensões em regiões como a Ucrânia e Gaza impulsionam essa escalada militar.

Os Estados Unidos continuam a ser o maior investidor em defesa, com quase $ 1 trilhão destinados a armamentos e apoio militar, incluindo $ 48,4 bilhões para a Ucrânia. O orçamento americano também inclui investimentos significativos em caças F-35, navios da Marinha e modernização do arsenal nuclear. A China ocupa o segundo lugar, com $ 314 bilhões em gastos militares, representando cerca de um terço do total dos EUA.

Aumento em Países em Conflito

Os países envolvidos em conflitos regionais apresentaram os maiores aumentos nos gastos. Israel, após a invasão de Gaza, aumentou seus gastos em 65%, enquanto a Rússia, em meio à guerra na Ucrânia, teve um aumento estimado de 38%. O SIPRI sugere que os números russos podem ser ainda maiores, devido a fontes de financiamento adicionais.

Os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) também elevaram seus orçamentos. A Alemanha, por exemplo, aumentou seus gastos em 28%, e outros países como Romênia (43%) e Países Baixos (35%) também registraram aumentos significativos. Essa tendência é impulsionada pela ameaça russa e pela preocupação com um possível afastamento dos EUA da aliança.

Tensão na Ásia e Outros Continentes

Na região do Indo-Pacífico, a China registrou um aumento de 7%, marcando o trigésimo ano consecutivo de crescimento em seus gastos militares. O Japão, por sua vez, teve um aumento de 21%, o maior desde 1952. Outros países asiáticos, como as Filipinas e Taiwan, também aumentaram seus orçamentos de defesa em resposta às tensões regionais.

Na América Latina, o México viu um aumento de 39% em seus gastos militares, refletindo uma resposta mais militarizada ao crime organizado. Na África, os gastos militares cresceram 3%, com a Argélia sendo o maior investidor do continente.

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