A Comissão Europeia adiou a publicação do Código de Boas Práticas para a Inteligência Artificial, que deveria ter sido lançado em maio. O atraso ocorre em meio a pressões dos Estados Unidos, onde empresas como Meta e Google estão preocupadas com as normas da UE, que consideram excessivas. O governo americano criticou a regulamentação europeia, alegando que ela prejudica a inovação. O código, que é uma ferramenta voluntária para ajudar as empresas a se adequarem à lei de IA, deve ser finalizado até agosto, quando novas regras sobre modelos de uso geral entrarão em vigor. Apesar das críticas, a Comissão Europeia afirma que o código foi elaborado de forma inclusiva, com a participação de diversos setores, e que não cedeu às pressões das grandes empresas.
A Comissão Europeia adiou a publicação do Código de Boas Práticas para a Inteligência Artificial, em meio a pressões dos Estados Unidos para suavizar as normas. Empresas como Meta e Google expressaram preocupações sobre o processo regulatório, que é considerado excessivo pela administração de Donald Trump.
O código, que visa orientar as empresas sobre como cumprir a legislação de IA, deveria ser finalizado até 2 de maio de 2025, mas sua divulgação foi postergada sem nova data definida. A Comissão Europeia afirmou que o documento será uma ferramenta voluntária para que os fornecedores demonstrem conformidade com a Lei de IA.
Recentemente, a representação dos EUA na UE enviou uma carta à Comissão criticando o código, alegando que ele inclui elementos desnecessários e vai além do que a legislação exige. O governo americano considera as regulamentações da UE uma ameaça à inovação no setor de tecnologia.
O novo chefe de política global da Meta, Joel Kaplan, afirmou que a empresa não assinará o código se ele permanecer inalterado. Ele destacou que o governo dos EUA está disposto a apoiar as empresas tecnológicas americanas. A pressão de Washington tem sido intensa, com a administração Trump buscando reduzir as obrigações impostas pela UE.
A Comissão Europeia, por sua vez, defende que o código foi elaborado de forma inclusiva, com contribuições de mais de mil partes interessadas, incluindo representantes da sociedade civil e especialistas. O objetivo é garantir compromissos claros e equilibrados, apesar das críticas e pressões externas.
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