A União Europeia quer aumentar suas compras de produtos dos Estados Unidos em 50 bilhões de euros para melhorar a relação comercial entre os dois blocos. Maroš Šefčovič, comissário de comércio da UE, afirmou que o progresso está sendo feito nas negociações, mas que a UE não aceitará tarifas de 10% sobre seus produtos como parte do acordo. Ele explicou que o déficit comercial entre os EUA e a UE poderia ser reduzido com mais compras de gás natural e produtos agrícolas americanos. Apesar dos avanços, Šefčovič alertou que será difícil chegar a um acordo que agrade todos os países da UE. Ele também mencionou que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que incluem 10% sobre quase todos os produtos, ainda estão em vigor e que a UE está preparada para retaliar se não houver um acordo satisfatório.
A União Europeia (UE) busca aumentar suas compras de produtos dos Estados Unidos em €50 bilhões para melhorar a relação comercial entre os blocos. O comissário de comércio da UE, Maroš Šefčovič, afirmou que o bloco está avançando nas negociações, mas não aceitará tarifas de 10% como parte do acordo.
Šefčovič, em entrevista ao Financial Times, destacou que a UE considera as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump injustas e desleais. Ele mencionou que as tarifas de 10% sobre produtos europeus permanecem em vigor, enquanto os EUA também ameaçam tarifas adicionais. O comissário enfatizou a necessidade de um acordo que beneficie ambas as partes.
O comissário indicou que a solução para o déficit comercial, estimado em €50 bilhões, pode ser alcançada rapidamente através da compra de gás natural liquefeito (GNL) e produtos agrícolas, como soja. “Acredito que podemos realmente resolver esse problema muito rapidamente”, afirmou Šefčovič.
As negociações entre a UE e os EUA têm sido intensas, com múltiplas rodadas de conversas desde a imposição das tarifas. A Comissão Europeia, que representa os 27 estados-membros, está em contato constante com os EUA para evitar uma guerra comercial. Šefčovič alertou que, se não houver acordo, a UE está preparada para retaliar.
A situação permanece delicada, com a UE buscando um entendimento que seja aceitável para seus estados-membros e o Parlamento Europeu. O comissário expressou otimismo, mas reconheceu que alcançar um acordo equilibrado será um desafio.
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