A liberdade de imprensa global está em sua pior situação em 23 anos, segundo o relatório de 2025 da organização Repórteres Sem Fronteiras. A pesquisa mostrou que 60% dos 180 países avaliados tiveram queda na pontuação, incluindo os Estados Unidos, que caiu para a 57ª posição, e a Argentina, que perdeu 21 posições e ficou em 87º lugar. O Brasil, por outro lado, subiu 19 posições, alcançando o 63º lugar, embora ainda esteja na categoria “problemático”. A deterioração da liberdade de imprensa é agravada por guerras, conflitos e a ascensão de regimes populistas. Além disso, a crise econômica e a competição com plataformas online estão afetando a publicidade nos meios de comunicação, o que diminui a diversidade de vozes na mídia.
A liberdade de imprensa global enfrenta sua maior crise em 23 anos, segundo o relatório de 2025 da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). A classificação foi alterada para “difícil”, com quedas em 60% dos 180 países avaliados, incluindo Estados Unidos e Argentina. O relatório considera dados de 2024 e eventos recentes que impactaram a atividade jornalística.
Nos Estados Unidos, a democracia, historicamente sustentada pela imprensa livre, sofreu uma queda de duas posições, agora ocupando a 57ª posição. Os atos do ex-presidente Donald Trump, como ataques a jornalistas e restrições de acesso à Casa Branca, contribuíram para essa deterioração. Na América Latina, a Argentina, sob o governo de Javier Milei, caiu 21 posições, alcançando o 87º lugar.
Situação no Brasil
O Brasil, por outro lado, apresentou um avanço significativo, subindo 19 posições em relação a 2024 e alcançando a 63ª colocação. Comparando com o último ano do governo Jair Bolsonaro, o país subiu 29 colocações. Apesar disso, ainda se encontra na categoria “problemático”, o que demanda ações do governo para garantir a segurança dos profissionais de imprensa, especialmente em áreas vulneráveis.
A deterioração da liberdade de imprensa é acentuada por guerras e conflitos armados em diversas regiões, como Sudão, Rússia e Oriente Médio. O relatório da RSF também destaca a crise econômica que afeta a mídia, com a queda das receitas publicitárias e a concentração de propriedade dos meios de comunicação, que prejudica a pluralidade.
A ascensão do populismo e a polarização política global têm um impacto direto na liberdade de imprensa, que é essencial para a preservação das instituições democráticas.
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