A violência terrorista no Sahel, especialmente em Burkina Faso, Mali e Níger, está em alta. O Índice Global de Terrorismo de 2025 mostra que Burkina Faso teve o maior número de mortes por terrorismo, seguido pelo Níger, que viu um aumento de 94% nas mortes. Apesar de uma queda geral nos ataques em Burkina Faso, o país ainda é o mais afetado, com mais de 1.500 mortes em 2024. O grupo Jamaat Nusrat Al-Islam wal Muslimeen (JNIM) é o principal responsável pela maioria dos ataques. No Níger, a situação é alarmante, com o número de mortes militares superando as civis e um ataque em que 237 soldados foram mortos. A instabilidade política e a retirada de tropas ocidentais contribuíram para o aumento da violência. A Aliança dos Estados do Sahel, formada por Burkina Faso, Mali e Níger, tenta combater o terrorismo, mas a situação de segurança continua frágil. O relatório também destaca que o Estado Islâmico e seus afiliados continuam a ser os grupos mais mortais globalmente, enquanto outros países, como Paquistão e Nigéria, também enfrentam altos níveis de terrorismo.
O Sahel enfrenta um aumento alarmante da violência terrorista, com Burkina Faso liderando em mortes por terrorismo, seguido pelo Níger, que registrou um aumento de 94% nas fatalidades. O Índice Global de Terrorismo (GTI) de 2025 revela que a região é responsável por mais da metade das mortes por terrorismo em 2024.
Burkina Faso, que já ocupou a 114ª posição em 2011, agora é o país mais afetado, com 1.532 mortes em 2024, embora tenha havido uma queda de 21% em relação ao ano anterior. O relatório do Instituto de Economia e Paz destaca que a maioria das mortes ocorreu nas regiões norte e centro-leste, próximas às fronteiras com Mali e Níger.
O Níger, que saltou do décimo para o quinto lugar no ranking, registrou o maior aumento de mortes, passando de 479 em 2023 para 930 em 2024. O número de ataques terroristas no país também cresceu, com 101 incidentes registrados. O ataque mais mortal ocorreu na região de Tahoua, onde 237 soldados foram mortos.
A situação de segurança na região é preocupante, exacerbada pela retirada de tropas ocidentais e mudanças políticas. A Aliança dos Estados do Sahel, formada por Burkina Faso, Mali e Níger, busca combater o terrorismo, mas a fragilidade da segurança persiste. O relatório do GTI aponta que 55% dos ataques em Burkina Faso foram atribuídos a grupos jihadistas desconhecidos, refletindo a complexidade do cenário.
A junta militar de Burkina Faso, liderada pelo Capitão Ibrahim Traoré, estendeu seu governo até 2029, levantando preocupações sobre a governança e a possibilidade de instabilidade. O relatório conclui que, apesar de algumas medidas de combate ao terrorismo, a situação continua crítica e a atividade de grupos extremistas, como o Jamaat Nusrat Al-Islam wal Muslimeen (JNIM), permanece alta na região.
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