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Espiões russos vivem disfarçados na Argentina e são capturados na Eslovênia

Espiões russos infiltrados na Argentina, Ludwig Gisch e María Rosa Mayer Muños, foram capturados na Eslovênia e trocados em 2024.

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Ludwig Gisch e María Rosa Mayer Muños, espiões russos, foram capturados na Eslovênia após viverem como argentinos por anos. Gisch, que usava um passaporte austríaco, chegou à Argentina em 2012 e criou uma identidade falsa, enquanto Mayer, com nacionalidade mexicana, chegou em 2012 também com uma identidade inventada. Juntos, eles construíram uma vida em Buenos Aires, onde se apresentaram como um casal comum, mas estavam espionando informações importantes. Em 2017, mudaram-se para a Eslovênia, mantendo laços com a Argentina. Após serem presos em 2022, resistiram por meses, mas em 2024 foram trocados por prisioneiros em uma grande negociação. A história deles revela uma complexa rede de mentiras e espionagem russa na América Latina.

Espiões russos capturados na Eslovênia revelam rede de mentiras na Argentina

Ludwig Gisch e María Rosa Mayer Muños, espiões do Serviço de Inteligência Externa da Rússia (SVR), foram capturados na Eslovênia após anos vivendo como cidadãos argentinos. A troca por prisioneiros em agosto de 2024 expôs uma complexa rede de espionagem.

Gisch, que usava passaporte austríaco, entrou na Argentina em julho de 2012. Ele obteve uma certidão de óbito falsa para criar uma identidade e se estabeleceu em Buenos Aires. Sua verdadeira identidade é Артём Викторович Дульцев, um oficial do SVR. Durante sua estadia, ele se apresentou como especialista em informática e criou uma empresa fictícia.

María Rosa Mayer Muños, que chegou à Argentina em setembro de 2012, também utilizava uma identidade falsa. Seu verdadeiro nome é Анна Валерьевна Июдина. Juntos, Gisch e Mayer construíram uma vida na Argentina, casando-se e tendo filhos, enquanto realizavam atividades de espionagem.

Operação de Espionagem

Os espiões monitoraram indivíduos com conexões no setor de energia e outros setores estratégicos. Em 2017, mudaram-se para a Eslovênia, mas mantiveram laços com a Argentina, retornando para renovar documentos e votar. Capturados em 2022, resistiram às autoridades eslovenas, insistindo em suas identidades falsas.

A troca de prisioneiros em 2024 foi um marco, sendo a maior desde o fim da Guerra Fria. O premier russo, Vladimir Putin, recebeu os espiões em Moscou, destacando a importância da operação. A infiltração russa na América Latina, especialmente na Argentina, agora ganha novos contornos com a revelação dessas atividades.

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