Em 2024, as forças russas enfrentaram suas maiores perdas desde o início da guerra na Ucrânia, com pelo menos 45.287 soldados mortos, quase três vezes mais do que no primeiro ano do conflito. O aumento nas fatalidades foi constante, com um dia particularmente trágico em 20 de fevereiro, quando 201 soldados morreram em um ataque ucraniano. Entre os mortos estavam Aldar Bairov, Igor Babych e Okhunjon Rustamov, que foram atingidos por mísseis enquanto se preparavam para uma cerimônia de medalhas. A guerra tem sido marcada por um padrão de perdas altas em batalhas intensas, e em 2024, não houve períodos de calma significativos. As táticas russas resultaram em um alto número de mortes em relação ao território conquistado, com estimativas indicando que para cada quilômetro de terra capturado, 27 soldados russos morreram. O recrutamento aumentou, e muitos voluntários, que muitas vezes não tinham experiência militar, foram enviados rapidamente para a linha de frente. As mortes de soldados de regiões como Bashkortostan foram altas, e muitos deles eram de áreas rurais. O número total de mortos pode ser ainda maior, pois muitos corpos ainda estão nos campos de batalha. Além disso, as perdas entre os combatentes das repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Luhansk também não estão totalmente contabilizadas, o que poderia elevar o total de mortos para entre 185.000 e 260.700.
Desde o início da invasão da Ucrânia em 2022, as forças russas enfrentaram perdas significativas, com estimativas de mortes variando entre 164 mil e 237 mil soldados. Em 2024, essas perdas atingiram um novo pico, com 45.287 mortos até agora, sendo 201 fatalidades registradas em um único dia, em 20 de fevereiro, devido a um ataque ucraniano.
A análise dos dados, realizada pelo Serviço Russo da BBC em parceria com a Mediazona e voluntários, revelou que 2023 já havia sido um ano letal, mas 2024 superou todas as expectativas. As mortes aumentaram mês a mês, com uma média de 27 soldados russos mortos para cada quilômetro de território ucraniano capturado. O ataque em Volnovakha, onde quatro mísseis HIMARS atingiram um campo de treinamento, resultou na morte de 65 soldados, incluindo o comandante da 36ª Brigada de Fuzileiros Motorizados, o coronel Musaev.
Entre os mortos estavam Aldar Bairov, de 22 anos, que se alistou após o serviço militar, e Okhunjon Rustamov, de 31 anos, que foi mobilizado durante a convocação parcial em 2022. O aumento das fatalidades em 2024 é atribuído a uma estratégia militar que prioriza ataques repetidos, resultando em um alto custo humano.
Em 2023, as perdas foram de 37.633 soldados, enquanto em 2022 foram 17.890. A situação se agravou com a intensificação das batalhas em Avdiivka e Robotyne, e a invasão da região de Kursk. A análise indica que, entre setembro e novembro de 2024, as forças russas capturaram 2.356 quilômetros quadrados, mas a um custo de 11.678 mortes.
O recrutamento russo aumentou na segunda metade de 2024, superando as baixas. Os pagamentos únicos para novos contratos foram elevados, e muitos voluntários, que representam 25% das fatalidades, foram enviados rapidamente para a linha de frente. A república de Bashkortostan registrou o maior número de mortes, com 4.836 confirmadas, muitas delas de soldados sem experiência militar.
A contagem de mortes é considerada incompleta, pois muitos corpos permanecem nos campos de batalha. As estimativas indicam que o número total de fatalidades pode variar entre 185 mil e 260 mil militares, incluindo aqueles que lutaram nas repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Luhansk.
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