Três mulheres afegãs relataram que foram torturadas em público pelo Talibã após serem acusadas de “crimes morais”. Desde que o Talibã voltou ao poder em 2021, mais de 1.000 pessoas, incluindo 200 mulheres, sofreram punições semelhantes. As mulheres foram forçadas a confessar crimes antes de serem agredidas. Deeba, uma costureira de 38 anos, foi presa duas vezes por sair de casa sem um parente masculino e foi chicoteada em público. Sahar, de 22 anos, foi detida enquanto tentava ir ao médico com um primo e forçada a confessar um relacionamento amoroso falso. Karima, de 16 anos, foi presa com um primo e também chicoteada. Todas enfrentaram humilhações e traumas após as punições, sendo forçadas a deixar suas casas devido à vergonha pública.
Desde o retorno do Talibã ao poder em 2021, o Afeganistão tem enfrentado um aumento alarmante na repressão, especialmente contra mulheres. Recentemente, três mulheres relataram torturas públicas, incluindo chicotadas, após serem acusadas de “crimes morais”. Desde então, mais de mil pessoas, incluindo duzentas mulheres, foram submetidas a essas punições.
As mulheres foram punidas por ações como sair de casa sem um parente do sexo masculino ou serem vistas conversando com homens não relacionados. As vítimas contaram ao The Guardian e ao portal afegão Zan Times que foram forçadas a confessar os supostos crimes antes de serem agredidas.
Deeba, uma costureira de trinta e oito anos, foi presa duas vezes pela “polícia da moralidade” do Talibã. Na primeira detenção, alugou uma máquina de costura de um homem não parente e foi chamada de “prostituta”. Em outra ocasião, foi presa por estar em uma lanchonete com um celular. Após ser condenada a 25 chicotadas, Deeba foi agredida em público e agora luta contra o trauma.
Casos de Tortura
Sahar, de vinte e dois anos, também sofreu abusos. Após ser detida com um primo, foi forçada a confessar um relacionamento amoroso com ele, mesmo com a presença de familiares que confirmaram o vínculo. Ela recebeu 30 chicotadas, enquanto seu primo foi condenado a 70. A pressão social após a punição forçou Sahar a deixar sua aldeia.
Karima, de dezesseis anos, foi detida enquanto viajava com um primo. Após dois meses na prisão, onde sofreu abusos, ela e o primo foram açoitados em público. Karima recebeu 39 chicotadas e seu primo, 50. Após a humilhação, ela foi proibida de sair do país e teve que mudar de cidade.
Esses relatos evidenciam a grave situação das mulheres no Afeganistão sob o regime talibã, onde a repressão e a violência se tornaram práticas comuns.
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