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Coalizão de Netanyahu se distancia do sonho de um Estado palestino independente

Coalizão de Netanyahu se distancia da solução de dois Estados, enquanto planos de anexação e restrição aos palestinos ganham força.

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Yitzhak Rabin, há 30 anos, buscava a paz entre israelenses e palestinos, com a maioria dos israelenses apoiando a ideia de dois Estados. Hoje, a coalizão de Benjamin Netanyahu, incluindo o ministro Bezalel Smotrich, está se afastando dessa proposta, defendendo a anexação da Cisjordânia e a restrição dos palestinos em Gaza. Smotrich planeja declarar a soberania israelense sobre a Cisjordânia e aumentar os assentamentos, enquanto o governo prioriza o controle sobre Gaza, tentando confinar os palestinos em uma área pequena. Essa mudança de postura começou após a rejeição de uma proposta de paz em 2000 e se intensificou após o ataque do Hamas em 2023. Apesar disso, a ideia de um Estado palestino se torna cada vez mais difícil, mas a luta dos palestinos por direitos e reconhecimento continua.

A atual coalizão de Benjamin Netanyahu em Israel, marcada por membros radicais como Bezalel Smotrich, propõe a anexação da Cisjordânia e a restrição dos palestinos em Gaza, afastando-se da ideia de um Estado palestino independente. Essa mudança de postura é um contraste significativo em relação ao apoio histórico à solução de dois Estados, que predominou durante o governo de Yitzhak Rabin.

Três décadas após o assassinato de Rabin, a ideologia da coalizão de Netanyahu se alinha mais com a de Yigal Amir, o assassino do ex-primeiro-ministro, do que com a busca pela paz. Smotrich, ministro das Finanças, anunciou planos para declarar a soberania israelense sobre a Cisjordânia, que ele se refere como Judeia e Samaria. Essa região abriga cerca de três milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses em assentamentos considerados ilegais pela comunidade internacional.

A estratégia de Smotrich inclui a construção de mais assentamentos para dividir a Cisjordânia, consolidando a soberania israelense. No que diz respeito à Faixa de Gaza, o governo Netanyahu prioriza o controle do território em vez de negociar a libertação de reféns. Smotrich sugere confinar os dois milhões de palestinos em uma área reduzida, o que poderia ser interpretado como uma tentativa de limpeza étnica.

A oposição à criação de um Estado palestino não se limita à coalizão de Netanyahu. O líder opositor Benny Gantz afirmou que quem defende um Estado palestino está desconectado da realidade de segurança de Israel. Essa mudança de perspectiva começou após a rejeição da Autoridade Nacional Palestina a uma proposta de paz em Camp David, em dois mil, e se intensificou após o ataque do Hamas em dois mil e vinte e três.

A possibilidade de um Estado palestino independente na Cisjordânia e em Gaza parece cada vez mais distante. Apesar disso, a causa palestina continua a ganhar apoio, inclusive nos Estados Unidos, enquanto Israel enfrenta críticas por controlar milhões de palestinos sem cidadania.

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