Um novo documentário afirma ter identificado o soldado israelense que matou a correspondente da Al Jazeera, Shireen Abu Akleh, em maio de 2022, durante uma operação militar em Jenin. O filme revela que a administração Biden inicialmente acreditou que o tiro foi intencional, mas mudou essa posição para evitar conflitos com Israel. Abu Akleh, que usava colete de imprensa, foi atingida enquanto cobria a operação. Após sua morte, Israel sugeriu que poderia ter sido um tiro acidental em meio a um tiroteio com militantes palestinos, mas investigações de veículos como a CNN mostraram que ela foi alvo de um ataque direcionado. Embora as Forças de Defesa de Israel tenham reconhecido a possibilidade de que Abu Akleh tenha sido morta por fogo israelense, não houve acusações contra os soldados envolvidos. Um oficial anônimo da administração Biden afirmou no documentário que, com base na posição dos soldados e dos jornalistas, a morte foi intencional, já que era claro que Abu Akleh era uma não-combatente. O soldado que supostamente disparou o tiro fatal foi identificado como membro de uma unidade de elite e, segundo um colega, não ficou devastado pela morte da jornalista. O documentário também menciona que esse soldado foi morto em uma operação militar em 2024. A família de Abu Akleh pediu justiça não apenas para o soldado, mas para toda a cadeia de comando responsável pela sua morte. Desde a morte de Abu Akleh, a situação para jornalistas na região piorou, com muitos sendo mortos em conflitos recentes. Um senador americano afirmou que, se os EUA tivessem agido de forma mais firme após a morte de Abu Akleh, mais vidas poderiam ter sido salvas.
Um novo documentário sobre a morte da correspondente da Al Jazeera, Shireen Abu Akleh, afirma ter identificado o soldado israelense responsável pelo tiro fatal. O filme, intitulado “Quem Matou Shireen?”, revela que a administração Biden inicialmente considerou a morte como intencional, mas alterou a narrativa para evitar tensões com Israel.
Abu Akleh, jornalista palestina com cidadania americana, foi morta em maio de 2022 durante uma operação militar em Jenin, enquanto usava colete de imprensa. Investigações iniciais levantaram dúvidas sobre a responsabilidade israelense. Após sua morte, autoridades israelenses sugeriram que o tiro poderia ter vindo de militantes palestinos, mas investigações subsequentes, incluindo uma da CNN, indicaram que ela foi alvo de um ataque direcionado.
O documentário apresenta um oficial anônimo da administração Biden, que afirma que a localização dos soldados e da jornalista indicava um possível assassinato intencional. Segundo ele, o soldado teria visto claramente que Abu Akleh era uma não combatente. A investigação do Departamento de Estado dos Estados Unidos, divulgada em julho de 2022, concluiu que as Forças de Defesa de Israel (IDF) eram “provavelmente responsáveis” pela morte, mas não havia evidências de que o tiro foi intencional.
Um soldado israelense entrevistado no documentário identificou o autor do disparo como membro de uma unidade de elite. Ele afirmou que o soldado não estava feliz ao saber que havia matado uma jornalista, mas não demonstrou remorso significativo. O soldado responsável foi morto em uma operação militar em junho de 2024.
A família de Abu Akleh pediu justiça, enfatizando que a responsabilidade deve ser atribuída a toda a cadeia de comando. Desde sua morte, a situação para jornalistas na região se deteriorou, com a Al Jazeera sendo banida de Israel e da Cisjordânia em maio de 2024. O conflito em Gaza se tornou o mais mortal para a imprensa, com pelo menos 175 jornalistas mortos desde o início da campanha militar israelense após os ataques do Hamas em outubro de 2023.
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