O Dia da Vitória na Rússia, celebrado em 9 de maio, marca a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e é um evento importante para o presidente Vladimir Putin. Neste ano, ele comemorou o 80º aniversário da data com a presença de líderes mundiais, como o chinês Xi Jinping e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. A celebração, que inclui um desfile em Moscou, tem sido usada por Putin como propaganda, ligando a guerra na Ucrânia ao que os russos chamam de Grande Guerra Patriótica. A Ucrânia, por sua vez, rejeitou uma proposta de trégua russa, afirmando que era uma manobra política para garantir a segurança do desfile. O governo ucraniano também denunciou ataques aéreos russos e afirmou que não se responsabiliza por eventos na Rússia devido à guerra. Além disso, a Ucrânia lançou ataques com drones em Moscou, e os países bálticos fecharam seu espaço aéreo para voos diplomáticos, complicando a logística do evento.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, celebrou o Dia da Vitória em 9 de maio, marcando o oitagésimo aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O evento ocorreu na Praça Vermelha, em Moscou, com a presença de líderes mundiais, incluindo o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde a invasão da Ucrânia em 2022, o Dia da Vitória se transformou em uma ferramenta de propaganda para Putin, que tenta associar a guerra atual à Grande Guerra Patriótica. Apesar de celebrações mais contidas nos últimos anos, este ano houve um grande desfile militar, com milhares de soldados marchando em Moscou.
A Ucrânia, por sua vez, rejeitou uma proposta de trégua russa de três dias, afirmando que se tratava de uma manipulação política para garantir a segurança do desfile. O chefe do Escritório Presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak, declarou que a proposta não visava a paz. A Ucrânia sugeriu um cessar-fogo de trinta dias, que a Rússia não aceitou.
Complicações Logísticas
A logística do evento foi afetada por ataques aéreos ucranianos e restrições de espaço aéreo impostas pelos países bálticos. Estônia, Letônia e Lituânia fecharam seus espaços a voos diplomáticos, forçando líderes a reprogramar suas rotas. O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, criticou a decisão, chamando-a de extremamente disruptiva.
Além disso, a Ucrânia lançou vários ataques com drones contra Moscou, levando ao fechamento dos aeroportos da capital russa. O governo ucraniano afirmou que não se responsabiliza por eventos no território russo devido à guerra em curso. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enfatizou que seu país não participaria de jogos políticos para facilitar a saída de Putin do isolamento.
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