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Leão XIV assume como papa e enfrenta desafios diplomáticos com a China

Leão XIV, o primeiro papa norte-americano, enfrenta o desafio de aprofundar o diálogo com a China após a renovação do acordo sobre bispos.

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Leão XIV, o primeiro papa norte-americano, foi eleito e agora enfrenta o desafio de decidir sobre o diálogo com a China, especialmente após a renovação de um acordo sobre a ordenação de bispos até 2028. Desde 1951, o Vaticano e a China têm uma relação complicada, com o governo chinês cortando laços com a Igreja e mantendo relações diplomáticas com Taiwan. O papa Francisco havia firmado um acordo em 2018, mas as críticas sobre essa aproximação persistem. A China expressou esperança de que Leão XIV continue o diálogo construtivo. Estima-se que existam entre 10 e 12 milhões de católicos na China, em um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes. A Igreja Católica na China é diferente da estrutura global, pois o governo controla a nomeação de bispos. Apesar das tentativas de reconciliação ao longo dos anos, o Vaticano ainda não concordou com as condições da China, que incluem romper laços com Taiwan e permitir que o Partido Comunista escolha os bispos.

O Vaticano enfrenta um novo desafio nas relações com a China após a eleição de Leão XIV, o primeiro papa norte-americano, em 8 de maio de 2025. O novo pontífice deve decidir sobre a continuidade do diálogo com Pequim, especialmente após a renovação do acordo sobre a ordenação de bispos até 2028.

Desde que o regime comunista cortou laços com a Igreja em 1951, o Vaticano mantém relações diplomáticas com Taiwan. O acordo firmado em 2018 pelo papa Francisco, que permitiu a nomeação conjunta de bispos, foi renovado no ano passado, mas ainda gera controvérsias. Especialistas afirmam que a presença da Igreja na China é crucial para sua relevância global.

Michel Chambon, especialista em catolicismo asiático, destacou que o Vaticano precisa se relacionar com potências como a China para abordar questões globais. A China expressou esperança de que Leão XIV mantenha um diálogo construtivo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lian Jian, afirmou que as relações têm sido positivas nos últimos anos.

Leão XIV, que possui formação internacional e experiência na nomeação de bispos, pode adotar uma abordagem diplomática equilibrada. Vitélio Brustolin, professor da Universidade Federal Fluminense, acredita que o novo papa evitará alinhamentos políticos explícitos. A presença de Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, pode influenciar a continuidade da estratégia atual.

A relação entre o Vaticano e a China é complexa, com a Igreja enfrentando desafios para manter sua autoridade na nomeação de bispos, que é controlada pelo Partido Comunista. Apesar das dificuldades, o catolicismo na China tem potencial de crescimento, com estimativas de até 12 milhões de católicos em um país de mais de 1,4 bilhão de habitantes.

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