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Lula defende multilateralismo e critica tarifas de Trump em encontro com Putin em Moscou

Lula critica tarifas dos EUA e pede cessar-fogo na Ucrânia durante visita a Putin em celebração do Dia da Vitória em Moscou.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou das celebrações do Dia da Vitória em Moscou, ao lado de Vladimir Putin, que marcam a vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Durante o evento, Lula criticou a política tarifária dos Estados Unidos e expressou o desejo de fortalecer os laços comerciais com a Rússia. Ele também pediu a Putin que estendesse o cessar-fogo na guerra da Ucrânia, que já dura três anos. Lula destacou que a guerra só pode acabar se ambos os lados quiserem. A visita de Lula à Rússia gerou críticas, especialmente por sua presença em um evento que muitos veem como uma propaganda do regime autoritário de Putin. Após a Rússia, Lula seguirá para a China, onde se reunirá com o presidente Xi Jinping para discutir acordos bilaterais e fortalecer as relações comerciais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou das celebrações do Dia da Vitória em Moscou, na sexta-feira (9), ao lado do presidente russo Vladimir Putin. O evento marca os oitenta anos do fim da Segunda Guerra Mundial e é utilizado por Putin como uma demonstração de força em meio ao isolamento internacional devido à guerra na Ucrânia.

Durante o encontro, Lula criticou a política tarifária dos Estados Unidos, afirmando que as recentes tarifas impostas pelo presidente Donald Trump prejudicam o livre comércio e o multilateralismo. O presidente brasileiro expressou o desejo de fortalecer os laços comerciais com a Rússia, que atualmente apresenta um fluxo de US$ 12,5 bilhões, mas é deficitário para o Brasil.

Lula também pediu a Putin a extensão do cessar-fogo na guerra da Ucrânia, que foi unilateralmente declarado por três dias durante as festividades. Ele reiterou que a paz só pode ser alcançada se ambas as partes desejarem. O presidente brasileiro ainda mencionou a necessidade de um cessar-fogo em Gaza, descrevendo a situação como um genocídio.

A presença de Lula em Moscou gerou críticas tanto no Brasil quanto na Ucrânia. O governo ucraniano expressou descontentamento com a visita, considerando-a uma postura pró-Rússia. Lula, por sua vez, defendeu sua presença como parte de um compromisso com o multilateralismo e a busca por soluções pacíficas para os conflitos.

Após a visita à Rússia, Lula seguirá para a China, onde se reunirá com o presidente Xi Jinping. A viagem à China é parte de uma agenda que visa reforçar as relações comerciais e diplomáticas do Brasil com países emergentes, especialmente no contexto do Brics, que o Brasil presidirá em julho.

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