Os EUA e o Irã estão em negociações sobre o programa nuclear do Irã, que começaram em Omã. O Irã, representado pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas não são genuínas e que os EUA têm posições contraditórias. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, declarou que o enriquecimento de urânio é uma linha vermelha para os EUA e que, se as negociações não forem produtivas, eles buscarão outras opções. O Irã insiste que não abrirá mão de seu direito de enriquecer urânio, afirmando que seu programa é para fins de energia e não para armas nucleares. As tensões entre os dois países aumentaram desde que os EUA se retiraram do acordo nuclear em 2015, e o Irã já enriqueceu urânio a 60%, próximo do nível necessário para armas nucleares.
Os Estados Unidos e o Irã iniciaram uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano neste domingo, em Omã. As conversas, que ocorrem de forma indireta, buscam superar divisões que podem comprometer o avanço das discussões. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, lidera a delegação iraniana e expressou preocupação com as “posições contraditórias” dos EUA.
Recentemente, autoridades iranianas qualificaram as negociações como “não genuínas”, afirmando que os EUA não estão prontos para um diálogo técnico e político significativo. Um oficial iraniano, que pediu anonimato, sugeriu que as conversas poderiam ser uma armadilha para aumentar as tensões. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, alertou que, se as discussões não forem produtivas, “não continuarão” e será necessário buscar outra abordagem.
Os EUA mantêm uma posição firme sobre o enriquecimento de urânio, considerando-o uma “linha vermelha”. Witkoff afirmou que um programa de enriquecimento não pode existir no Irã novamente. Por outro lado, o Irã insiste que não abrirá mão de sua capacidade de enriquecer urânio, alegando que seu programa é voltado para fins energéticos e não para armamentos nucleares.
As negociações ocorrem em um contexto de tensões históricas entre os dois países, exacerbadas pela retirada dos EUA do acordo nuclear em 2015. Desde então, o Irã tem aumentado seu nível de enriquecimento, atualmente em 60%, próximo dos 90% necessários para a fabricação de armas nucleares. A situação continua a se desenvolver, com novas atualizações esperadas nas próximas horas.
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