O Irã e os Estados Unidos concluíram a quarta rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano em Omã, com ambos os lados expressando um otimismo moderado. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país não abrirá mão de seu direito de enriquecer urânio, que considera inegociável. Enquanto isso, os EUA exigem o desmantelamento das instalações nucleares iranianas. Araqchi destacou que as conversas foram difíceis, mas úteis para entender melhor as posições de cada parte. Os EUA, por sua vez, se mostraram encorajados com o resultado e esperam continuar as negociações em breve. As tensões aumentaram desde que os EUA se retiraram do acordo nuclear de 2015, e o Irã começou a enriquecer urânio em níveis mais altos, próximos do necessário para armas nucleares.
As negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos avançaram com otimismo moderado após a quarta rodada de conversas em Omã, realizada no último domingo, 11. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reafirmou que o país não abandonará seu programa nuclear, apesar das pressões para desmantelar suas instalações.
Araqchi alertou que a decisão do Reino Unido, França e Alemanha de acionar um mecanismo da ONU para reimpor sanções pode resultar em uma escalada de tensões “irreversível”. Ele destacou que o Irã já comunicou oficialmente aos signatários do Acordo Nuclear de 2015 (JCPOA) que o uso abusivo desse mecanismo terá consequências severas.
As negociações em Omã, mediadas pelo país, foram descritas como “difíceis, mas úteis”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que as partes estão buscando entender melhor as posições uma da outra. Enquanto os EUA exigem o desmantelamento total das instalações nucleares iranianas, Teerã defende seu direito ao enriquecimento de urânio.
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, reiterou que a linha vermelha de Washington é “sem enriquecimento”, exigindo que o Irã desmonte suas instalações em Natanz, Fordow e Isfahan. Araqchi, por sua vez, afirmou que o Irã não comprometerá seus direitos nucleares, embora esteja disposto a discutir algumas limitações em seu programa em troca do levantamento das sanções.
As tensões entre os dois países aumentaram desde que os EUA se retiraram do acordo em 2018, restabelecendo sanções econômicas. Desde então, o Irã tem enriquecido urânio a níveis superiores aos permitidos pelo acordo, atualmente alcançando 60%, próximo do necessário para fins militares. A situação permanece delicada, com ambos os lados buscando uma solução diplomática, mas enfrentando profundas divergências.
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