Xi Jinping, presidente da China, pediu uma maior colaboração com a América Latina durante o Fórum China-Celac, citando a necessidade de enfrentar o que chamou de “confronto geopolítico”. Ele anunciou a criação de um fundo de US$ 9,2 bilhões para projetos de desenvolvimento na região. O presidente brasileiro Lula apoiou a ideia, afirmando que a América Latina não quer ser um campo de disputas de poder. Enquanto isso, na França, começou o Festival de Cannes, que terá um foco político, com uma homenagem ao ator Robert De Niro e uma carta aberta de artistas denunciando o genocídio na Faixa de Gaza, onde milhares de pessoas morreram em conflitos recentes.
O presidente da China, Xi Jinping, propôs uma maior aproximação com a América Latina durante o Fórum China-Celac, realizado em Pequim. Ele anunciou a oferta de US$ 9,2 bilhões em créditos para projetos de desenvolvimento na região. A proposta surge em um contexto de crescente tensão geopolítica e unilateralismo.
Xi afirmou que a China deseja unir forças com a América Latina, destacando a importância de construir uma “comunidade sino-latino-americana com um futuro compartilhado”. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento, reiterou que a relação entre Brasil e China é indestrutível e que a América Latina não quer ser palco de disputas hegemônicas.
O Fórum China-Celac ocorre em um momento em que a China busca fortalecer laços comerciais e de desenvolvimento com a região, especialmente após uma trégua na guerra comercial com os Estados Unidos. A proposta de Xi é vista como uma tentativa de contrabalançar a influência dos EUA na América Latina.
Festival de Cannes
Enquanto isso, na França, teve início a 78ª edição do Festival de Cannes, que promete ser marcada por um forte tom político. Na cerimônia de abertura, o ator Robert De Niro receberá uma Palma de Ouro honorária. A entrega ocorrerá após um discurso que deve abordar questões sociais e políticas atuais.
Cerca de 380 personalidades do cinema assinaram uma carta aberta denunciando o que chamaram de silêncio sobre o “genocídio na Faixa de Gaza”. O documento destaca a grave situação humanitária na região, onde mais de 50 mil pessoas já foram mortas em decorrência dos conflitos recentes. Entre os signatários estão diretores renomados e atores conhecidos.
Entre na conversa da comunidade