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Indústria de defesa busca inovação com apoio de start-ups e pequenas empresas

Start-ups podem ser a chave para a inovação na defesa, segundo especialistas na Feira Internacional de Defesa e Segurança de Espanha.

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A indústria militar está buscando mais inovação devido a mudanças políticas globais. Durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança de Espanha, especialistas discutiram a importância de incluir start-ups no setor de defesa. Eles sugeriram a criação de um centro de inovação para facilitar a colaboração entre grandes empresas, o governo e pequenas empresas. Um representante do Ministério de Defesa destacou que as start-ups enfrentam dificuldades para conseguir contratos públicos, pois competem com grandes empresas que podem oferecer preços mais baixos. Outro especialista mencionou que é essencial aproveitar as inovações dessas pequenas empresas, em vez de ignorá-las. A tecnologia que pode ser usada tanto para fins civis quanto militares, como inteligência artificial e drones, está se tornando cada vez mais relevante. Um representante da Telefónica comentou que muitos universitários não sabem que suas inovações podem ser aplicadas na defesa. A feira, que atraiu mais de 12 mil visitantes, mostra a necessidade de um ambiente mais eficiente para que as start-ups possam contribuir com suas novidades no mercado militar.

Durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança da Espanha (Feindef), especialistas enfatizaram a necessidade de inovação na indústria militar, impulsionada por mudanças no cenário político global. O evento, que ocorre em Madrid, reúne mais de 600 empresas do setor e destaca a importância das start-ups na defesa.

O debate contou com a participação de líderes de grandes empresas como Indra, Telefónica e Navantia. Eles concordaram que a colaboração entre grandes corporações, pequenas e médias empresas (PMEs) e o governo é essencial para atender à crescente demanda por inovação. Luis Hernández Espinola, do Ministério da Defesa, moderou a mesa redonda e questionou os desafios enfrentados pelo setor.

Miguel Rego, do centro de pesquisa Funditec, apontou que falta um ecossistema de start-ups no setor militar espanhol. Ele pediu ao ministério, liderado por Margarita Robles, que facilite a inclusão dessas empresas em modelos de contratação. Rego destacou que as start-ups enfrentam dificuldades para competir com grandes empresas que podem oferecer preços mais baixos.

Desafios e Oportunidades

Guillermo González Muñoz de Morales, da Isdefe, reforçou a necessidade de as administrações e empresas estabelecidas aproveitarem as inovações das start-ups, em vez de inibi-las. A tecnologia de duplo uso, que abrange inovações civis e militares, como inteligência artificial e drones, está ganhando destaque.

Jesus Abraham Fernández, da Telefónica, mencionou que muitos universitários não sabem que suas inovações podem ter aplicações militares. Ele propôs a criação de um hub de inovação liderado pelo ministério, onde todos os envolvidos na defesa possam colaborar de forma coordenada.

Os participantes da mesa redonda concordaram que o setor de start-ups está estagnado desde 2017. Salvador Aragón, da IE University, citou os Estados Unidos como exemplo de como gerenciar start-ups no setor de defesa, que frequentemente contratam inovações de empresas emergentes.

A Feindef, que começou na segunda-feira e vai até quarta-feira, atraiu mais de 12 mil visitantes no primeiro dia. O evento é uma plataforma importante para a apresentação de novas tecnologias, como drones e sistemas de vigilância com inteligência artificial.

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