Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

União Europeia classifica risco de desmatamento e gera críticas a Brasil e EUA

A classificação da UE sobre o risco de desmatamento gera polêmica, com o Brasil em nível padrão e críticas de ambientalistas.

0:00
Carregando...
0:00

A União Europeia (UE) criou uma lista que classifica o risco de desmatamento em diferentes países, e o Brasil foi considerado de risco padrão, o que gerou críticas de ambientalistas. A lista, que ainda não foi publicada, faz parte de um regulamento que começará a valer em 30 de dezembro de 2025, proibindo a venda na Europa de produtos de áreas desmatadas após 2020. As regras de rastreabilidade para empresas que importam produtos como café e soja serão mais rigorosas dependendo da classificação de risco de cada país. Enquanto os Estados Unidos e a maioria dos países europeus foram considerados de baixo risco, o Brasil e a Indonésia estão em uma categoria intermediária. Organizações como a Global Witness expressaram preocupação, afirmando que o Brasil deveria ser visto como de alto risco devido ao desmatamento na Amazônia. A eurodeputada Marie Toussaint também se mostrou surpresa com a classificação. A UE já havia adiado a implementação dessa lei por um ano, devido a pressões de vários países. As novas regras exigirão que as empresas mostrem a origem dos produtos com dados de geolocalização e imagens de satélite, o que preocupa setores do agronegócio e países em desenvolvimento, que temem custos adicionais.

A União Europeia (UE) divulgou uma lista que classifica o risco de desmatamento em diversos países, gerando críticas de ambientalistas. O Brasil foi classificado como risco padrão, enquanto os Estados Unidos foram considerados de baixo risco e a Rússia, de alto risco. A lista, ainda não publicada, faz parte de um regulamento que entrará em vigor em 30 de dezembro de 2025, com o objetivo de proibir a comercialização de produtos provenientes de terras desmatadas após 2020.

As normas de rastreabilidade para empresas importadoras serão ajustadas conforme a categoria de risco de cada país. Os 27 Estados-membros da UE validaram a lista, que inclui todos os países europeus, além da China e dos Estados Unidos, como de baixo risco. O Brasil e a Indonésia foram classificados como de risco padrão, enquanto países como Rússia, Belarus, Coreia do Norte e Mianmar foram considerados de maior risco por razões políticas.

A ONG Global Witness expressou preocupação com a classificação do Brasil, afirmando que a crise do desmatamento afeta florestas essenciais para o clima na Amazônia. A eurodeputada ecologista Marie Toussaint manifestou surpresa com a classificação dos Estados Unidos, Indonésia e Brasil, e aguarda esclarecimentos sobre os critérios utilizados.

Críticas e Oposição

A regulamentação já enfrentou resistência, especialmente após a UE adiar a implementação da lei de 2024 para 2025, em resposta a pressões de países como Brasil e Estados Unidos. Com a nova legislação, empresas que importam produtos como cacau, café, soja, óleo de palma e madeira precisarão comprovar a rastreabilidade através de dados de geolocalização e imagens de satélite.

Essas exigências geram forte oposição de setores do agronegócio e de países africanos, asiáticos e sul-americanos, que temem os custos adicionais para agricultores e pecuaristas. A expectativa é que a lista oficial seja publicada nas próximas semanas, detalhando as classificações e os critérios utilizados.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais