As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia sobre cotas de pesca não devem atrasar um acordo de segurança, segundo Kaja Kallas, chefe de política externa da UE. Ela afirmou que ainda faltam alguns detalhes a serem acertados, mas acredita que as questões relacionadas à pesca estão quase resolvidas. O Reino Unido e a UE vão se encontrar em uma cúpula em Londres na próxima semana, onde esperam anunciar um pacto de segurança e defesa. A França, entre outros países da UE, deseja vincular o acesso às águas britânicas para pesca a negociações mais amplas. Embora a indústria pesqueira seja pequena em termos econômicos, ela tem grande importância política. Além disso, a UE quer um acordo sobre mobilidade juvenil, que facilitaria a troca de jovens entre o Reino Unido e a UE, mas o governo britânico tem sido relutante. O ministro das Relações Europeias do Reino Unido indicou que o país está aberto a propostas sensatas da UE. Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Espanha mencionou que um acordo sobre Gibraltar é necessário para melhorar as relações entre o Reino Unido e a UE, já que as conversas sobre as regras de fronteira ainda não foram resolvidas.
A chefe de política externa da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que as negociações sobre cotas de pesca não devem atrasar um acordo de segurança com o Reino Unido. Em entrevista à BBC Newsnight, Kallas declarou que “estamos além da questão da pesca” e que “alguns elementos” do acordo ainda precisam ser definidos. As partes se preparam para um cúpula em Londres na próxima semana, onde esperam anunciar um pacto de segurança e defesa.
Desde o Brexit em 2020, as questões pesqueiras têm gerado tensões nas negociações. Kallas destacou que alguns países da UE, especialmente a França, desejam vincular o acesso às águas britânicas a negociações mais amplas. Apesar disso, a chefe de política externa acredita que as divergências sobre pesca estão sendo superadas.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, busca “reiniciar” as relações do Reino Unido com a UE, visando um acordo de defesa e uma negociação mais ampla sobre comércio. Um pacto de segurança poderia facilitar a participação britânica em projetos de defesa da UE e acesso a um esquema de empréstimos para empresas de defesa britânicas.
Entretanto, as disposições sobre pesca, que expiram em junho do próximo ano, permanecem como um ponto crítico. A França deseja um acordo de longo prazo que garanta o mesmo nível de acesso às pescas após 2026, ao invés de negociações anuais. Além disso, a UE propõe um esquema de mobilidade juvenil, que facilitaria a troca de jovens entre o Reino Unido e a UE para estudo e trabalho, embora o governo britânico tenha mostrado resistência a essa ideia.
Por fim, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, indicou que um acordo sobre Gibraltar será necessário para fortalecer as relações entre o Reino Unido e a UE. As discussões sobre as regras de fronteira entre a Espanha e Gibraltar ainda não foram resolvidas desde a saída britânica da UE.
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