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Colômbia adere à Rota da Seda e provoca forte reação dos Estados Unidos

Colômbia se junta à Iniciativa Cinturão e Rota da China, provocando forte reação dos EUA, que prometem oposição a projetos chineses na região.

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Os Estados Unidos estão muito preocupados com a adesão da Colômbia à Iniciativa Cinturão e Rota da China, que já conta com a participação de muitos países da América Latina. O Departamento de Estado dos EUA anunciou que se oporá fortemente a projetos chineses na região, especialmente aqueles que envolvem financiamento de empresas estatais chinesas na Colômbia. O presidente colombiano, Gustavo Petro, celebrou a adesão, afirmando que isso mudará a história das relações exteriores do país. Durante uma cúpula em Pequim, o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu investimentos significativos para a América Latina e se apresentou como um parceiro confiável. A China já é o maior parceiro comercial de várias nações latino-americanas, e a adesão da Colômbia à iniciativa é vista como um avanço para os interesses chineses na região, especialmente em um momento em que os EUA tentam reafirmar sua influência.

Os Estados Unidos manifestaram sua oposição à adesão da Colômbia à Iniciativa Cinturão e Rota, programa de investimentos da China, durante uma declaração do Departamento de Estado nesta quinta-feira, 15. A Colômbia, sob a presidência de Gustavo Petro, formalizou sua participação na iniciativa, que já conta com a adesão de dois terços dos países da América Latina.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que se oporá “energicamente” a projetos chineses na região. A adesão da Colômbia foi anunciada durante uma cúpula em Pequim, onde o presidente chinês, Xi Jinping, se apresentou como um parceiro confiável e prometeu US$ 9,2 bilhões em créditos para o desenvolvimento na América Latina e no Caribe.

A Iniciativa Cinturão e Rota, lançada em 2013, visa expandir a influência econômica e política da China globalmente. O governo dos EUA, que considera a China seu principal rival geopolítico, expressou preocupação com o crescimento da influência chinesa na América Latina, onde já é o maior parceiro comercial de países como Brasil, Peru e Chile.

O Departamento de Estado alertou que os projetos da Iniciativa “colocam em perigo a segurança da região” e que os dólares dos contribuintes americanos não devem ser usados para subsidiar empresas estatais chinesas. Washington também ameaçou agir contra desembolsos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras instituições financeiras internacionais que apoiem projetos chineses na Colômbia e em outros países da região.

A adesão da Colômbia à iniciativa representa uma mudança significativa em sua política externa, tradicionalmente alinhada aos interesses dos EUA. Petro destacou que essa nova parceria pode transformar as relações exteriores do país e impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura, especialmente na costa do Pacífico.

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