Uma manifestação em Berlim, realizada no Dia da Nakba, resultou em confrontos entre manifestantes e policiais, com feridos de ambos os lados e mais de 50 prisões. Cerca de 1.100 pessoas participaram do protesto no bairro Kreuzberg, lembrando o êxodo palestino de 1948 e protestando contra as ações de Israel na Faixa de Gaza. A polícia afirmou que alguns manifestantes usaram frases consideradas ilegais, como “do rio ao mar, a Palestina será livre”, o que levou à repressão. Durante os confrontos, um policial ficou gravemente ferido e outros 11 também se machucaram. Autoridades locais condenaram a violência e pediram uma revisão das permissões para esse tipo de manifestação, alegando que muitas vezes expressam ódio a Israel em vez de preocupações legítimas dos palestinos.
Confrontos em Berlim marcam o Dia da Nakba
Manifestantes e policiais ficaram feridos durante confrontos em uma manifestação pró-palestina em Berlim, ocorrida na quinta-feira, 15 de maio. O evento, que lembrava o Dia da Nakba, resultou em mais de 50 prisões. Aproximadamente 1.100 pessoas participaram do protesto no bairro de Kreuzberg, em memória ao êxodo palestino de 1948.
Os manifestantes marchavam em protesto contra as operações militares de Israel na Faixa de Gaza. Um tribunal local havia determinado que o protesto deveria permanecer na praça Südstern, mas os participantes tentaram seguir para o bairro de Neukölln. Durante a manifestação, alguns oradores afirmaram que a Nakba representa uma “campanha contínua de limpeza étnica”.
A polícia relatou que alguns manifestantes entoaram frases consideradas ilegais, como “do rio ao mar, a Palestina será livre”, levando a ações policiais. Essa frase é vista como uma apologia ao crime na Alemanha, por sugerir a eliminação do Estado de Israel. A polícia também reagiu a atos de violência, incluindo o lançamento de objetos contra os agentes.
Feridos e reações oficiais
Um policial de 36 anos foi gravemente ferido e permanece hospitalizado. Ao todo, 11 policiais e um número não especificado de manifestantes também ficaram feridos. O prefeito de Berlim, Kai Wegner, classificou o ataque a policiais como um “ato de violência covarde e brutal”.
A secretária do Interior de Berlim, Iris Spranger, prometeu medidas rigorosas contra os detidos, afirmando que a violência não está relacionada a protestos políticos. A Sociedade Israel-Alemanha (DIG) destacou uma “forte radicalização” nas manifestações e pediu uma reavaliação das autorizações para esses eventos, alegando que muitas vezes expressam ódio a Israel, em vez de reivindicações legítimas dos palestinos.
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