Líderes da América Latina têm investido milhões em lobby para influenciar a política dos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump. Documentos mostram que países como El Salvador, Argentina e Equador gastaram grandes quantias para conseguir encontros com Trump e firmar acordos importantes, como um de US$ 20 bilhões com o FMI. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, gastou US$ 1,5 milhão e conseguiu um encontro na Casa Branca, além de apoio para projetos de segurança. O presidente argentino, Javier Milei, também fez lobby e participou de eventos com figuras influentes, o que ajudou a desbloquear um acordo financeiro significativo. No Equador, o presidente Daniel Noboa contratou uma empresa de lobby e garantiu reuniões que resultaram em apoio militar e uma avaliação positiva da sua candidatura. Embora a América Latina não seja a maior gastadora em lobby nos EUA, o aumento dos investimentos mostra uma nova estratégia de influência na política americana.
Documentos do governo dos Estados Unidos revelaram que líderes da América Latina e do Caribe investiram milhões de dólares em lobby para influenciar a administração do presidente Donald Trump. Os países envolvidos, como El Salvador, Argentina e Equador, buscaram acordos de livre comércio, investimentos em energia e assistência em segurança.
Desde a corrida eleitoral que levou Trump de volta à Casa Branca, registros do Departamento de Justiça indicam que pelo menos dez países latino-americanos registraram seus representantes sob a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA). O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, gastou US$ 1,5 milhão em lobby, resultando em um encontro no Salão Oval e um acordo de energia nuclear.
O presidente argentino, Javier Milei, também investiu em lobby, gastando dezenas de milhares de dólares em um jantar com Trump. Esse esforço ajudou a destravar um acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), além de garantir uma visita do secretário do Tesouro dos Estados Unidos a Buenos Aires.
Ações no Equador
No Equador, o presidente Daniel Noboa contratou a Mercury Public Affairs, uma empresa de lobby, e conseguiu uma reunião com Trump. Noboa também obteve um aumento nas remessas de armas para enfrentar a crise de segurança no país, além de uma avaliação positiva da inteligência dos Estados Unidos sobre sua candidatura.
Embora a América Latina não seja a líder em gastos globais com lobby em Washington, o aumento do investimento demonstra uma mudança de postura. Damian Merlo, do LATAM Advisory Group, e Carlos Trujillo, ex-embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos, são figuras-chave nessa rede de influência, representando diversos governos da região.
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