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Brasil e Angola promovem projeto de reparação histórica com a Grande Travessia

Brasil e Angola se preparam para a simbólica "Grande Travessia" em 2025, resgatando memórias e promovendo reparação histórica.

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Brasil e Angola têm uma história longa e complexa que começou no século XVI, marcada pela escravização de africanos. Para resgatar essa relação, foi criado o programa “Reconhecer, Reparar, Religar para Seguir”, que inclui a viagem simbólica “A Grande Travessia”, programada para dezembro de 2025. Essa viagem será feita de navio entre os portos de Santos, Rio de Janeiro, Salvador e Luanda, a capital de Angola, e começará com uma cerimônia no Cais do Valongo, um local histórico no Rio de Janeiro. O projeto busca reconhecer e reparar as injustiças do passado, promovendo um reencontro entre as duas nações. A iniciativa é liderada por uma equipe de pesquisadores da UNESP e se baseia em estudos sobre as relações entre os países. O programa também inclui ações para preservar documentos históricos e promover a memória das vítimas da escravização. Além disso, o governo de Portugal está sendo convidado a apoiar financeiramente o projeto, que tem um custo estimado de R$ 50 milhões. A ideia é que as pessoas negras não paguem pela viagem, enquanto outras iniciativas de turismo afro-referenciado terão custos para os participantes. O programa articula pesquisa, turismo e atividades culturais, visando a reparação histórica e a valorização das tradições afro-brasileiras.

O programa “Reconhecer, Reparar, Religar para Seguir” foi criado por uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) para resgatar as relações históricas entre Brasil e Angola. A iniciativa culminará na viagem simbólica “A Grande Travessia”, programada para dezembro de 2025, que ligará os portos de Santos, Rio de Janeiro, Salvador e Luanda.

A proposta visa abordar as memórias e as consequências da escravização de africanos, que começou no século XVI. O antropólogo Dagoberto José Fonseca lidera o projeto, que inclui uma cerimônia no Cais do Valongo, local histórico de entrada de escravizados no Brasil. A travessia será um ato de reconhecimento e reparação, seguindo o caminho inverso ao da escravização.

O programa é estruturado em quatro projetos interligados, focando na preservação de acervos dos Arquivos Nacionais de Angola e do Brasil. Os dois primeiros projetos visam restaurar e difundir documentos relacionados ao colonialismo e ao tráfico transatlântico. Os outros dois se concentram em reconhecer e reparar as vítimas desse processo.

A Grande Travessia não é apenas uma viagem, mas um esforço conjunto para promover a reconciliação histórica. O governo de Angola planeja incluir o projeto nas comemorações de seus 50 anos de independência em 2025. Estima-se que 60% das pessoas escravizadas no Brasil vieram de Angola, trazendo conhecimentos essenciais para a cultura e economia brasileiras.

O custo total do projeto é estimado em R$ 50 milhões, e a participação será gratuita para pessoas negras. O governo de Portugal também está sendo convidado a contribuir financeiramente. O programa articula pesquisa, turismo e atividades culturais, promovendo um reencontro significativo entre as duas nações.

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