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Países europeus alugam celas no exterior para enfrentar superlotação carcerária

Superlotação carcerária na Europa leva países a considerar aluguel de celas no exterior; Suécia e Estônia estão entre os mais recentes a explorar essa opção.

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Vários países da Europa estão enfrentando problemas de superlotação em suas prisões. A Suécia está pensando em enviar detentos para o exterior devido ao aumento da criminalidade, enquanto a Estônia planeja alugar celas vazias, o que pode gerar uma receita significativa. A França também está lidando com uma situação crítica de superlotação e discute a possibilidade de reduzir penas. Países como Bélgica, Noruega e Dinamarca já adotaram essa prática de alugar celas em outros países. A Bélgica enviou detentos para a Holanda entre 2010 e 2016, enquanto a Noruega alugou celas na prisão de Norgerhaven até 2018. A Dinamarca firmou um acordo com o Kosovo em 2019 para alugar 300 celas. No entanto, essas medidas geram preocupações sobre os direitos dos detentos e as condições de encarceramento. A ministra da Justiça da Estônia afirmou que metade das celas no país está vazia e que alugar essas vagas poderia trazer uma boa receita. A situação na França é alarmante, com uma densidade carcerária de 133%, levando a um estudo que recomenda a redução das penas, embora o governo ainda não tenha se posicionado sobre isso.

A Suécia está avaliando a possibilidade de enviar detentos para o exterior devido ao aumento da criminalidade e à pressão sobre suas prisões. O governo conservador, apoiado pelo partido de extrema direita, propõe essa medida como parte de um esforço para lidar com o aumento de condenações.

A Estônia também está se preparando para alugar celas vazias em suas prisões. A ministra da Justiça, Liisa Pakosta, afirmou que metade das vagas está desocupada e que essa iniciativa pode gerar pelo menos 30 milhões de euros anuais para o Estado. O país já abriga detentos condenados em outros lugares da Europa, como criminosos de guerra.

A França enfrenta uma superlotação carcerária crítica, com 82.921 prisioneiros para 62.358 vagas, resultando em uma densidade de 133%. Um estudo recomenda a redução excepcional das penas, mas o governo se opõe à proposta. A situação é considerada uma emergência.

Outros países, como Bélgica, Noruega e Dinamarca, já adotaram práticas semelhantes no passado. A Bélgica enviou detentos para a prisão de Tilburg, na Holanda, entre 2010 e 2016, enquanto a Noruega alugou celas na prisão de Norgerhaven, de 2015 a 2018. A Dinamarca firmou um acordo com o Kosovo em 2019 para alugar 300 celas por um custo anual de 15 milhões de euros.

Essas iniciativas geram polêmica, com preocupações sobre os direitos dos detentos e as condições de encarceramento. A jurista Olivia Nederlandt destacou que a privação de liberdade não deve resultar na perda de direitos, como visitas e reintegração. A situação continua a ser debatida em várias nações europeias, refletindo a crise do sistema penitenciário no continente.

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