Vários países, incluindo Reino Unido, França e Canadá, estão pressionando Israel a parar suas ações em Gaza após a escalada militar que começou com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Os líderes desses países criticaram a resposta militar de Israel como desproporcional e afirmaram que o deslocamento forçado de civis viola o direito internacional. Mais de 20 países pediram a retomada da ajuda humanitária em Gaza, destacando que a entrega de suprimentos deve ser organizada pela ONU e ONGs. A situação humanitária em Gaza é grave, com mais de 53 mil palestinos mortos desde o início do conflito, e a ONU alerta para o risco de fome devido ao bloqueio. Em resposta à pressão internacional, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu anunciou a suspensão parcial do bloqueio, permitindo a entrada de alguns caminhões da ONU, mas essa medida foi considerada insuficiente. Israel continua suas operações militares em Gaza, visando a remoção da população palestina e a rendição do Hamas, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação.
Vários países intensificaram a pressão sobre Israel nesta segunda-feira (19) em resposta à escalada militar em Gaza, que se intensificou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Reino Unido, França e Canadá emitiram uma nota conjunta, ameaçando “medidas concretas” caso Israel não cesse suas “ações escandalosas” no território palestino.
Os líderes dos três países, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, criticaram a resposta militar israelense como desproporcional e advertiram que o deslocamento forçado de civis em Gaza viola o direito internacional humanitário. Eles afirmaram que não ficarão “de braços cruzados” enquanto o governo de Binyamin Netanyahu continua com suas ações.
Retomada da Ajuda Humanitária
Mais de 20 países também exigiram a retomada completa da ajuda humanitária em Gaza. Em um comunicado, destacaram que a entrega de suprimentos deve ser organizada pelas Nações Unidas e ONGs. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, endossou essa posição, ressaltando a urgência da situação.
A pressão internacional ocorre em meio a uma grave crise humanitária em Gaza, onde mais de 53 mil palestinos já morreram desde o início do conflito, segundo o Ministério da Saúde local. A ONU alerta para o risco iminente de fome devido ao bloqueio imposto por Israel, que dificulta a entrada de ajuda.
Resposta de Israel
Sob pressão, Netanyahu anunciou a suspensão parcial do bloqueio de suprimentos a Gaza, permitindo a entrada de alguns caminhões da ONU. No entanto, o chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, descreveu essa medida como uma “gota no oceano” em comparação com as necessidades da população.
A situação continua crítica, com Israel ampliando suas operações militares em Gaza. A ofensiva, chamada de Carruagens de Gideon, visa a remoção forçada da população palestina e a rendição do Hamas. A comunidade internacional observa com preocupação, enquanto a pressão sobre Israel aumenta, incluindo possíveis sanções e o reconhecimento da Palestina como estado independente.
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