Desde que assumiu a presidência, Donald Trump tem falado sobre como dividir os custos de manter tropas dos EUA em países aliados, como a Coreia do Sul, onde há cerca de 28.500 soldados. Agora, ele sugere um novo jeito de negociar, unindo questões de defesa e tarifas comerciais em um único acordo, que chamou de “one-stop shopping”. Embora autoridades sul-coreanas tenham dito que os pagamentos de defesa não estão em discussão, os principais candidatos à presidência da Coreia do Sul mostraram disposição para falar sobre isso. Especialistas alertam que essa abordagem pode prejudicar a credibilidade dos EUA, pois usar a presença militar como moeda de troca pode fazer aliados duvidarem do compromisso americano. A Coreia do Sul não era obrigada a contribuir financeiramente para a presença das tropas americanas até 1991, quando começaram os acordos de compartilhamento de custos. Recentemente, o país concordou em aumentar sua contribuição para 1,52 trilhões de won em 2026. No entanto, a nova estratégia de Trump pode complicar os acordos já feitos pelo governo Biden, que se estendem até 2030.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs um novo modelo de negociação para o compartilhamento de custos de defesa com aliados, incluindo a Coreia do Sul. A ideia, chamada de “one-stop shopping”, visa unir discussões sobre tarifas comerciais e custos de defesa em um único acordo.
Trump mencionou em sua rede social, Truth Social, que discutiu com o então presidente sul-coreano, Han Duck-soo, a compensação pela proteção militar oferecida pelos EUA. Cerca de 28.500 soldados americanos estão estacionados na Coreia do Sul. Embora autoridades sul-coreanas tenham indicado que os pagamentos de defesa não estão em pauta, os principais candidatos presidenciais do país, Lee Jae-myung e Kim Moon-soo, mostraram-se abertos a discutir acordos de compartilhamento de custos.
Analistas alertam que a abordagem transacional de Trump pode não ser benéfica para os EUA. O ex-ministro da Defesa de Cingapura, Ng Eng Hen, destacou que a imagem dos EUA na Ásia mudou, passando de liberador a um “senhorio buscando aluguel”. Bruce Bennett, professor da RAND Corporation, afirmou que Trump busca reconhecimento e responsabilidade dos aliados, sem necessariamente querer retirar tropas.
A Coreia do Sul já investe 2,6% de seu PIB em defesa, acima da média global. Em 2025, o país destinou R$ 61,25 trilhões (US$ 43,83 bilhões) para o setor, um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior. A proposta de Trump pode ameaçar acordos recentes, como o aumento de 8,3% na contribuição sul-coreana para a hospedagem de tropas americanas, acordado para 2026.
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