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Artistas do Whitney Museum cancelam exposição em protesto contra censura de performance pró-Palestina

Artistas do Whitney Museum protestam após cancelamento de performance pro-Palestina, levantando questões sobre arte e ativismo político.

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Um grupo de artistas do Programa de Estudos Independentes do Whitney Museum retirou suas obras de uma exposição em protesto contra o cancelamento de uma performance a favor da Palestina. A performance, que seria realizada por Fadl Fakhouri, Noel Maghathe e Fargo Tbakhi, foi cancelada dois dias antes de acontecer. Os artistas queriam homenagear os palestinos mortos sob ocupação israelense e discutir formas de resistência. O museu alegou que a decisão foi necessária após a liderança assistir a uma gravação da performance, onde um dos artistas pediu que quem apoiasse Israel deixasse a sala. O Whitney afirmou que não é aceitável pedir que membros da comunidade saiam com base em suas crenças. Os curadores da exposição criticaram a interferência do museu, dizendo que a independência do programa foi comprometida. O diretor do programa, Gregg Bordowitz, também expressou apoio aos artistas e condenou a ação do museu. O Whitney já enfrentou protestos antes, especialmente em relação ao ativismo político e ao conflito em Gaza.

Um grupo de artistas do Programa de Estudos Independentes (ISP) do Whitney Museum retirou suas obras de uma exposição em protesto contra o cancelamento de uma performance pro-Palestina. A apresentação, intitulada “No Aesthetics Outside My Freedom: Mourning, Militancy, and Performance”, estava agendada para o dia 12 de maio e visava discutir as consequências do conflito em Gaza.

A decisão do museu gerou críticas entre os artistas, que alegam que a independência do programa foi comprometida. A performance, inspirada no poema “State of Siege” do escritor palestino Mahmoud Darwish, pretendia homenagear os palestinos mortos sob ocupação israelense e explorar formas alternativas de resistência.

O Whitney Museum justificou o cancelamento afirmando que a performance incluiu declarações que poderiam excluir membros da audiência com base em suas crenças. A instituição declarou que “não é aceitável” pedir que pessoas deixem um evento por suas convicções. Apesar disso, outras obras que abordam a ocupação israelense permanecem na exposição.

Os curadores do ISP expressaram apoio aos artistas e criticaram a interferência do museu. “A decisão do Whitney não é surpreendente, dado o nível de escrutínio que nossos projetos enfrentaram”, afirmaram. A situação reflete as tensões entre arte e ativismo político, especialmente em um contexto de crescente protesto contra a guerra em Gaza.

Desde o início do conflito, museus de Nova York têm sido alvos de manifestações, com artistas exigindo que instituições rompam laços com Israel e reconheçam a situação em Gaza como genocídio. A repercussão da decisão do Whitney pode intensificar a mobilização em torno da causa palestina.

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