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EUA propõem aproveitar energia de Itaipu para impulsionar inteligência artificial

O Paraguai pode se tornar um centro de inteligência artificial, aproveitando sua energia excedente. Novo acordo com o Brasil permite vendas diretas a partir de 2027.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugeriu que o Paraguai use sua energia excedente da hidrelétrica de Itaipu para desenvolver tecnologias de inteligência artificial. Essa ideia foi apresentada durante uma audiência no Senado, onde Rubio destacou a demanda crescente por energia e as oportunidades que isso traz. O Paraguai, que historicamente vende sua energia ao Brasil, teve seu acordo expirado em 2023, e agora os dois países estão negociando o futuro dessa energia. Em 2024, um novo acordo foi firmado, permitindo que o Paraguai venda sua energia diretamente ao mercado livre brasileiro a partir de 2027. As negociações enfrentaram dificuldades devido a denúncias de espionagem envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência, o que gerou desconfiança em Assunção. Rubio ressaltou que o Paraguai tem um grande potencial energético que pode ser aproveitado por empresas americanas, mas também alertou que a crescente demanda por energia pode afetar países com menos recursos. O Brasil busca atrair investimentos em inteligência artificial, mas isso pode ser ameaçado se o Paraguai decidir vender sua energia para os EUA.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugeriu que o Paraguai utilize sua energia excedente da hidrelétrica de Itaipu para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial (IA). A declaração foi feita durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, onde Rubio destacou a crescente demanda global por energia e as oportunidades estratégicas que isso representa.

Historicamente, o Paraguai vende sua energia excedente ao Brasil, mas o acordo que permitia essa transação expirou em 2023. Com isso, os dois países estão em negociações para definir o futuro do excedente energético. Rubio enfatizou que o Paraguai poderia se tornar um hub para empresas de IA, aproveitando a energia disponível. Ele afirmou que, com a reconfiguração do tratado, o país poderia atrair investimentos significativos.

Em 2024, um novo acordo foi firmado entre o Brasil e o Paraguai, permitindo que o Paraguai venda sua energia diretamente ao mercado livre brasileiro a partir de 2027. Antes, a energia paraguaia só podia ser comercializada com distribuidoras. O ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, e o presidente paraguaio, Santiago Peña, foram os responsáveis pela negociação.

Tensão nas Negociações

As tratativas entre os países enfrentaram desafios, especialmente após denúncias de espionagem envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Essas alegações geraram desconfiança em Assunção e complicaram as negociações sobre o chamado Anexo C, que rege as bases financeiras da usina. As conversas sobre esse anexo foram suspensas em abril.

Rubio destacou que o Paraguai possui um potencial energético significativo, que pode ser explorado por empresas americanas. Ele alertou que a crescente demanda por energia pode colocar pressão sobre países que não têm recursos suficientes. O Brasil, por sua vez, também busca atrair investimentos em IA, mas a estratégia pode ser ameaçada se o Paraguai decidir vender sua energia para os EUA.

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