Os presidentes do Líbano e da Palestina se reuniram e concordaram que facções palestinas não usarão o Líbano para atacar Israel. Eles também decidiram que as armas fora do controle do estado libanês devem ser removidas. Essa reunião aconteceu durante a visita de Mahmoud Abbas ao Líbano, a primeira em sete anos. O governo libanês quer estabelecer controle em todo o país, especialmente nas áreas próximas à fronteira com Israel, após a guerra entre Israel e Hezbollah. Os campos de refugiados palestinos no Líbano não estão sob controle do governo libanês e têm diferentes facções armadas. Um comunicado conjunto afirmou que as armas devem estar apenas com o estado libanês e que os campos não devem ser refúgios para grupos extremistas. Recentemente, Israel intensificou ataques aéreos no Líbano em resposta a foguetes disparados de lá. O governo libanês prendeu suspeitos ligados a esses ataques. Os cerca de 400 mil palestinos no Líbano enfrentam restrições em empregos e propriedade.
BEIRUTE — Os presidentes do Líbano e da Palestina, Joseph Aoun e Mahmoud Abbas, respectivamente, firmaram um acordo nesta quarta-feira, 21 de maio de 2025, para impedir que facções palestinas utilizem o Líbano como base para ataques contra Israel. A decisão foi anunciada durante uma reunião em Beirute, onde Abbas iniciou uma visita de três dias, a primeira em sete anos.
O governo libanês busca reafirmar sua autoridade em todo o país, especialmente nas áreas do sul, próximas à fronteira com Israel, após o conflito de quatorze meses entre Israel e o Hezbollah. Os doze campos de refugiados palestinos no Líbano não estão sob controle do Estado libanês, e as facções palestinas que operam nesses locais possuem armamentos variados. Conflitos entre grupos rivais têm causado mortes e afetado as comunidades vizinhas.
A declaração conjunta, lida pela porta-voz da presidência libanesa, Najat Sharafeddine, enfatizou que as armas devem estar sob controle do Estado libanês. O texto também destacou que os campos palestinos não devem ser considerados “refúgios seguros para grupos extremistas”. Abbas reiterou o compromisso de não permitir operações militares a partir do território libanês.
Recentemente, Israel intensificou seus ataques aéreos no Líbano em resposta a supostos lançamentos de foguetes por Hamas. O governo libanês, pela primeira vez, responsabilizou o grupo, resultando na prisão de quase dez suspeitos. A presença de cerca de quatrocentos mil palestinos no Líbano é marcada por restrições de trabalho e propriedade, refletindo a complexa situação política e social da região.
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