O governo brasileiro não conseguiu retirar Assmaa Adbo Eldijan, uma palestina que viveu 16 anos no Brasil, da Faixa de Gaza. Ela tem feito apelos nas redes sociais para conseguir sair do local, que enfrenta uma grave crise humanitária devido aos bombardeios israelenses. O Ministério das Relações Exteriores informou que só pode negociar a saída de cidadãos brasileiros ou de seus familiares diretos. Nesta semana, o governo evacuou 12 pessoas, totalizando 127 desde outubro de 2023. Assmaa, que fala português, explicou que não retirou a nacionalidade brasileira quando viveu no Rio de Janeiro e relatou dificuldades para encontrar comida e água potável em Gaza. Desde março, Israel bloqueia a entrada de ajuda humanitária, levando a população a enfrentar fome severa. Organizações da ONU alertam sobre o aumento da desnutrição entre as crianças e a escassez de alimentos.
O governo brasileiro não conseguiu retirar Assmaa Adbo Eldijan, uma palestina de 38 anos que viveu 16 anos no Brasil, da Faixa de Gaza. Desde o início dos bombardeios israelenses em outubro de 2023, a situação humanitária na região se agravou, levando à evacuação de cidadãos brasileiros. Assmaa fez apelos nas redes sociais, mas não foi incluída na recente operação de evacuação.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que a retirada de cidadãos só é possível para brasileiros ou seus familiares diretos. O MRE destacou que a situação humanitária é preocupante, mas a evacuação requer negociações com autoridades de vários países. Nesta semana, o Itamaraty coordenou a saída de 12 pessoas, totalizando 127 resgates desde outubro.
Assmaa, que fala português fluentemente, expressou sua frustração nas redes sociais. Ela afirmou: “Eu teria salvado minha vida, a vida dos meus filhos e o futuro dos meus filhos.” Nascida em Gaza, Assmaa se mudou para o Brasil na infância e, por motivos familiares, retornou à sua terra natal. Ela possui documentos brasileiros, mas não retirou a nacionalidade na época.
A palestina relatou dificuldades diárias para encontrar comida e água potável. “A fronteira está fechada e não há alimento,” disse. Desde 2 de março, Israel bloqueia a entrada de ajuda humanitária, resultando em fome generalizada. Estima-se que 90% da população da Faixa de Gaza tenha sido deslocada pelos bombardeios. Organizações humanitárias alertam para níveis críticos de desnutrição, especialmente entre crianças.
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