O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não prorrogou o decreto que suspendia as operações do Exército contra a disidência das FARC, o que gera incertezas nas negociações de paz. Com a suspensão do cese de fogo, o Exército agora pode atacar as unidades dissidentes, que recentemente mataram sete militares. O ministro da Defesa afirmou que não há mais um decreto de suspensão, e as forças armadas receberam ordens para agir contra a disidência. A situação é preocupante, pois a mesa de negociações estava em andamento e havia esperanças de um novo acordo. A falta de decisão do presidente sobre a prorrogação do decreto deixou a relação entre o governo e a disidência em risco, e os avanços nas negociações, que incluíam compromissos para proteger a Amazônia, estão ameaçados. A política de paz de Petro, que era uma de suas principais bandeiras, parece estar perdendo força e relevância.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não prorrogou o decreto que suspende operações contra a disidência das FARC, o que gera incertezas nas negociações de paz. A decisão ocorre após a morte de sete militares em um ataque atribuído a esse grupo, aumentando a pressão por uma nova estratégia militar.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que “não temos decreto de suspensão com nenhum grupo”, permitindo que o Exército atue contra as unidades dissidentes. Desde a manhã de segunda-feira, as Forças Armadas receberam ordens verbais para realizar operações contra a disidência, também conhecida como Estado Maior dos Bloques e Frentes (EMBF).
A situação se agrava com o fim do cese de fogo bilateral em 17 de abril, quando o governo decidiu não prorrogá-lo. Em vez disso, Petro havia suspendido as operações ofensivas por um mês, buscando pressionar a disidência para avançar nas negociações. Contudo, a morte dos militares complicou ainda mais o cenário, levando a questionamentos sobre a eficácia da estratégia de paz do governo.
Crise nas Negociações
A falta de um novo decreto deixa a relação entre o governo e a disidência em um limbo jurídico, colocando em risco os avanços nas mesas de negociação. Delegados do governo e especialistas esperavam uma decisão de Petro antes do vencimento do decreto, mas não houve pronunciação.
Contatos entre representantes do governo e a disidência ocorreram no fim de semana, com pedidos para a renovação do cese bilateral. No entanto, a ausência de uma decisão oficial permite que as Forças Armadas atuem sem restrições, o que pode comprometer acordos importantes, como os relacionados à preservação da Amazônia.
A política de “paz total”, que era uma das principais bandeiras de Petro, parece estar perdendo relevância. A pressão por uma ofensiva militar contra grupos ilegais, especialmente após os recentes ataques, reflete a fragilidade do processo de paz, que começou com a ambição de alcançar uma “paz grande” com todos os grupos armados.
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