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Lula é acusado de antissemitismo após declarações sobre Israel e Gaza

Tensões aumentam na comunidade judaica do Brasil após Lula acusar Israel de genocídio, com reações divergentes entre a Conib e a UFRJ.

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A comunidade judaica no Brasil está em meio a uma polêmica após o presidente Lula afirmar que Israel comete genocídio ao atacar Gaza, matando crianças e mulheres. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) acusou Lula de antissemitismo, mas o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da UFRJ defendeu o presidente, dizendo que a Conib distorceu suas palavras e não representa todos os judeus. Lula fez essas declarações durante uma visita à Rússia, onde reiterou suas críticas a Israel. A Conib respondeu que acusar judeus de matar crianças é uma forma antiga de antissemitismo e criticou Lula por suas falas. O Núcleo da UFRJ, por sua vez, afirmou que a Conib usa uma definição errada de antissemitismo e que sua nota não representa a comunidade judaica como um todo. Em fevereiro de 2024, Lula também comparou a situação dos palestinos em Gaza ao Holocausto, o que levou Israel a declarar Lula “persona non grata” e a convocar o embaixador brasileiro. O Brasil, então, retirou seu embaixador de Israel, que permanece sem representante.

A comunidade judaica no Brasil enfrenta tensões após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticar Israel, afirmando que o país comete genocídio em Gaza. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) acusou Lula de antissemitismo, o que foi contestado pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em declarações feitas no dia dez de agosto, Lula afirmou que as ações de Israel resultam na morte de crianças e mulheres, caracterizando-as como genocídio. A Conib reagiu, afirmando que as acusações do presidente são uma forma antiga de antissemitismo. O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, declarou que é “lamentável e perturbador” que Lula promova esse discurso.

O Núcleo da UFRJ defendeu Lula, alegando que a Conib distorceu suas palavras e não representa todos os judeus. O grupo criticou a confederação por polarizar a comunidade judaica e acusou-a de usar uma definição de antissemitismo que remete a tempos medievais. “A nota da Conib não nos representa”, afirmaram.

Lula reiterou suas críticas a Israel durante uma visita à Rússia, onde disse que o exército israelense ataca civis sob o pretexto de combater terroristas. Ele mencionou casos de bombardeios em hospitais, ressaltando a gravidade da situação em Gaza. A relação entre Brasil e Israel já estava tensa, com Lula sendo declarado “persona non grata” pelo governo israelense após comentários anteriores que compararam a situação dos palestinos ao Holocausto.

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