Funcionários da Microsoft estão preocupados com o bloqueio de emails que contêm palavras como “Palestina” e “Gaza”. Eles notaram que, desde quarta-feira, esses emails não apareciam em suas caixas de saída, enquanto outros sem esses termos eram enviados normalmente. Um funcionário que usou a palavra “apartheid” na assinatura de seu email teve dificuldades para enviar mensagens, e outros relataram atrasos significativos na entrega de emails para o departamento de recursos humanos. Apesar de a Microsoft afirmar que não há censura, muitos funcionários acreditam que há uma revisão manual dos emails que contêm esses termos. A situação ocorre em meio a protestos contra a colaboração da empresa com o exército israelense, onde funcionários interromperam eventos da Microsoft para expressar suas preocupações. Alguns deles foram demitidos após esses protestos.
Funcionários da Microsoft relataram que e-mails contendo palavras como “Palestina”, “Gaza” e “apartheid” estão sendo bloqueados em sua plataforma Outlook. A mudança foi percebida na quarta-feira, quando os colaboradores testaram o envio de mensagens com e sem esses termos. Apenas os e-mails sem as palavras problemáticas foram enviados com sucesso.
Um funcionário que usou “apartheid” na assinatura de seu e-mail afirmou que suas mensagens não foram entregues após meio-dia. Em fóruns internos, outros colaboradores questionaram por que e-mails com “Israel” eram aceitos, enquanto os que mencionavam “Palestina” e “Gaza” não. Modificações como “P4lestine” foram aceitas, indicando um possível filtro.
Resposta da Microsoft
Frank Shaw, diretor de comunicações da Microsoft, negou que haja bloqueios, afirmando que e-mails são apenas retidos quando enviados a grandes grupos. Contudo, funcionários relataram atrasos significativos, com alguns e-mails demorando mais de sete horas para serem entregues. Um colaborador mencionou que um relatório enviado ao departamento de Recursos Humanos levou mais de 24 horas para ser reconhecido.
A situação ocorre em meio a crescentes protestos contra a colaboração da Microsoft com o exército israelense. Durante a conferência Build, em Seattle, manifestantes interromperam apresentações, destacando a conexão da empresa com as operações militares em Gaza. Um funcionário demitido no ano passado por organizar um evento em memória de palestinos mortos criticou a postura da empresa.
Demissões e Protestos
Recentemente, a Microsoft demitiu vários funcionários que se manifestaram contra o uso de suas tecnologias por forças israelenses. Em um incidente, um engenheiro interrompeu o discurso do CEO, Satya Nadella, questionando a responsabilidade da empresa em relação aos conflitos em Gaza. A pressão interna e externa sobre a Microsoft continua a crescer, refletindo a tensão em torno de sua atuação em áreas de conflito.
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