Ayman Odeh, um político da oposição em Israel, foi retirado à força do Parlamento após criticar o governo e falar sobre a situação na Faixa de Gaza, chamando-a de “segunda Nakba”. Ele disse que foi agredido por seguranças enquanto denunciava a violência na região. Odeh afirmou que não há conquistas políticas e que a violência está fora de controle, ressaltando que não podem silenciar o povo palestino. Enquanto isso, a Defesa Civil da Faixa de Gaza reportou 52 mortes em bombardeios recentes, incluindo muitas crianças e idosos. O ministro da Saúde palestino alertou que milhares estão em risco. Após um bloqueio de 11 semanas, Israel enviou os primeiros caminhões de ajuda humanitária, mas a distribuição ainda não chegou à população. Além disso, 14 bairros no norte da Faixa de Gaza foram evacuados devido a alertas sobre a presença de “organizações terroristas”. O governo israelense intensificou sua ofensiva, alegando que o Hamas está confiscando suprimentos, o que o grupo nega, enquanto a situação humanitária continua a piorar.
Um político da oposição israelense, Ayman Odeh, foi retirado à força do Parlamento nesta quarta-feira após criticar o governo de Benjamin Netanyahu e denunciar a situação na Faixa de Gaza. Durante seu discurso, Odeh chamou o que ocorre na região de “segunda Nakba”, referindo-se à limpeza étnica de árabes da Palestina ocorrida há 77 anos. Ele afirmou que foi agredido por seguranças enquanto falava sobre a “guerra de vingança e matança”.
Odeh relatou em uma publicação que “não há nenhuma conquista política” e que a violência se intensifica sem controle. Ele enfatizou que, apesar das tentativas de silenciá-lo, “não podem calar o povo palestino”. Durante sua fala, colegas de Parlamento gritaram em protesto, e a segurança foi chamada para removê-lo do púlpito.
Situação em Gaza
A Defesa Civil da Faixa de Gaza registrou 52 mortes em bombardeios recentes, incluindo 29 crianças e idosos que sofreram com a fome. O ministro da Saúde palestino, Majed Abu Ramadan, alertou que milhares estão em risco. Após um bloqueio de 11 semanas, Israel liberou os primeiros caminhões de ajuda humanitária, mas a distribuição ainda não chegou à população local.
Além disso, 14 bairros no norte da Faixa de Gaza foram evacuados após alertas de Israel sobre a presença de “organizações terroristas” na área. O governo israelense intensificou sua ofensiva, alegando que o Hamas estaria confiscando suprimentos destinados à população. O grupo nega as acusações, enquanto a situação humanitária continua a se deteriorar.
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