Saúl Méndez, líder do sindicato Suntracs no Panamá, pediu asilo na embaixada da Bolívia após a prisão de Jaime Caballero e mandados de prisão contra outros dirigentes do sindicato. Isso acontece em meio a protestos contra o presidente José Raúl Mulino, que enfrenta uma greve de trabalhadores da construção civil. O sindicato está em conflito com o governo por causa de reformas nas pensões e outras medidas. O chanceler panamenho, Javier Martínez-Acha, informou que Méndez não é considerado um perseguido político. O Ministério Público do Panamá emitiu mandados de prisão por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro, e uma fonte confirmou que há mandados para nove dirigentes do sindicato. O líder do Suntracs, Yamir Córdoba, afirmou que a vida de Méndez estava em risco, o que motivou o pedido de asilo. Mulino critica o sindicato, chamando-o de “máfia”, e os trabalhadores também se opõem a um acordo com os Estados Unidos que permite o envio de tropas ao país.
Saúl Méndez, líder do Sindicato Único de Trabalhadores da Construção e Similares (Suntracs), solicitou asilo na embaixada da Bolívia nesta quarta-feira, após a prisão de Jaime Caballero e mandados de prisão contra outros dirigentes do sindicato. A ação ocorre em meio a uma greve de trabalhadores da construção civil no Panamá, que protestam contra reformas da Caixa de Seguridade Social e outras medidas do presidente José Raúl Mulino.
Méndez, que pulou a cerca da embaixada, entregou uma carta solicitando proteção. O chanceler panamenho, Javier Martínez-Acha, afirmou que Méndez não é um perseguido político. A situação se agravou após o fechamento de uma cooperativa do sindicato e a prisão de Caballero, que é investigado por lavagem de dinheiro. O Ministério Público panamenho emitiu mandados de prisão contra nove dirigentes do Suntracs, incluindo Méndez e Genaro López, um histórico líder trabalhista.
Contexto da Greve
Os trabalhadores da construção civil estão em greve há quase um mês, exigindo a revogação da reforma das pensões e criticando outras políticas do governo. O sindicato Suntracs, que lidera os protestos, é considerado por Mulino como uma “máfia”. Além das reformas, o sindicato se opõe a um acordo com os Estados Unidos que permite o envio de tropas ao Panamá e à reabertura de uma mina de cobre de capital canadense.
O líder do Suntracs, Yamir Córdoba, destacou que a vida de Méndez estava em risco, justificando o pedido de asilo. O governo panamenho aguarda a decisão da Bolívia sobre o pedido, reafirmando seu compromisso com a instituição do asilo diplomático.
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