Neste domingo, a Venezuela vai realizar eleições para escolher um governador e oito deputados para a região de Essequibo, que o governo de Nicolás Maduro considera parte do seu território, embora seja reconhecida internacionalmente como pertencente à Guiana. A votação acontece um ano após a criação de uma província venezuelana nessa área rica em petróleo, mas os moradores de Essequibo não poderão votar. Os centros de votação estarão localizados no estado de Bolívar, na Venezuela. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, criticou o processo, chamando-o de ato de desespero e propaganda. As eleições são vistas como uma tentativa da Venezuela de reafirmar seu controle sobre a região, que está em disputa há mais de um século. Maduro já havia promovido um referendo sobre a soberania do território, também sem a participação da população local. O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela informou que 21,6 milhões de eleitores estão registrados, mas não deu detalhes sobre a votação. O candidato do governo é Neil Villamizar, enquanto a oposição apresenta Alexis Duarte. A Guiana aumentou sua presença militar na fronteira e denunciou ataques a suas tropas na região. O governo dos EUA também alertou que qualquer ataque da Venezuela pode ter consequências sérias.
A Venezuela realizará neste domingo (25) eleições para escolher um governador e oito deputados para a região de Essequibo, que o governo de Nicolás Maduro reivindica como parte de seu território. A votação ocorre sem a participação da população local, que não poderá votar. Os centros de votação estarão localizados no estado de Bolívar, na fronteira com a Guiana.
Essequibo, uma área de 160.000 km² rica em petróleo, é internacionalmente reconhecida como parte da Guiana. Este processo eleitoral acontece um ano após a promulgação de uma lei que cria uma província venezuelana na região. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, qualificou as eleições como um ato de “desespero e propaganda” da Venezuela, além de considerá-las uma ameaça.
O cientista político Gabriel Flores analisa que as eleições representam uma estratégia da Venezuela para reafirmar seu domínio sobre o território em disputa. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, que enfrenta críticas por sua suposta parcialidade, informou que 21,6 milhões de eleitores estão registrados, embora a transparência dos dados seja questionada.
O candidato do chavismo é o ex-comandante da Marinha venezuelana, Neil Villamizar, enquanto Alexis Duarte representa a oposição. A Guiana, por sua vez, intensificou sua presença militar na fronteira e denunciou ataques a suas tropas na região. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, alertou que qualquer agressão da Venezuela “não terminaria bem”.
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